''Quando acertamos ninguém se lembra, quando erramos ninguém se esquece''

domingo, 25 de julho de 2010

O CONE - capítulo 2

Sem saber para onde estava indo, o homem apenas caminhou com lentidão pela passarela pública. Ao chegar na esquina olhou para os lados e não viu ninguém conhecido. Encarou a farmácia do outro lado da rua, e para lá seguiu. Ao chegar na frente da porta de entrada da drogaria, não entrou. Parou por ali mesmo e ficou contemplando as pessoas que caminhavam para destinos desconhecidos.

Conhecido no lugar, um dos funcionários da farmácia mexeu com ele.

_ Senhor Bruno, por que não entra? Não vai fazer compras hoje?

_ Não, hoje não, estou esperando uma pessoa e ela não tarda para chegar. O tempo é muito lento quando a gente espera sozinho por uma pessoa, mas quando esperamos junto de outra pessoa, ele urge.

_ Sábias palavras. Tem lido muito?

_ Não leio um livro há mais de 12 anos, desde que terminei meu último curso de culinária. Não sei nem o que estou falando enquanto espero.

Confessou.

_ Por que ficas parado sempre no mesmo lugar seu Bruno?_ indagou o gari.

_ Estou tentando ajudar certas mulheres descuidadas.

_ Tem muitas mulheres descuidadas por aqui?

_ Por aqui não, mas elas passam por aqui, isto é um problema. Passam, deixam suas coisas e vão embora. O mundo não é perfeito para estas pessoas.

Um cliente entra na loja, passando pelos dois homens.

_ Que horrível. Bem, eu vou continuar trabalhando. Assim que encontrar algo que elas possam ter deixado cair, eu vou recolher.

_ Mentira. Já vi você quase passar por cima destes objetos e não recolher, mas vou levar seu comentário em consideração._ disse Bruno deixando o suspense no ar.

Com o passar dos dias Bruno foi recebendo olhares de desaprovação para com suas atitudes. Alguns começaram a encontrar nele um maníaco ‘’esperador’’ de mulheres na esquina da farmácia. Outros viram naquele ser humano aparentemente inofensivo um ladrão oculto da cidade. Falácias por falácias nunca ninguém conseguiu pegá-lo em flagrante em qualquer ocasião, o que lhe deixara livre de todas as acusações.

PLAYBOY de Portugal...

A versão portuguesa da revista "Playboy" perdeu sua licença e terá que fechar as portas após publicar um ensaio que chocou o mundo todo com uma homenagem ao escritor José Saramago, que morreu no dia 18 de junho. O ensaio onde os tais portugueses acreditaram estar homenageando José Saramago, coloca a imagem de Jesus Cristo, representado por um modelo, ao lado de moças seminuas em poses provocantes. Segundo a revista, a ideia era recriar uma das obras mais importantes de Saramago, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", como um pornô leve. LEVE? Pornô leve???? Envolvendo Jesus Cristo????? Enfim, depois não querem que a gente faça piada deles. A Playboy Enterprises, que controla os direitos da marca no mundo todo, anunciou em comunicado enviado à imprensa hoje, que a filial portuguesa vai perder sua licença e terá que fechar as portas. A capa foi aprovada sabe lá Deus como, mas enfim, acabou a playboy portuguesa, acabaram os padrões estranhos do tal ''pornô leve'', enfim... Que Deus tenha piedade de todos eles, daqueles que leram esta notícia, e de mim; que aqui citei o acontecido.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A GARRAFA e o medidor de ENERGIA

Não mais que um ano atrás recebi uma crítica de um dos meus dois leitores dizendo que eu só colocava notícia ruim neste blog. A partir de então parei um pouco de contar problemas alheios baseados em desgraça pouca e comecei a procurar por coisas que não remetiam à morte, tiros, injustiças e coisas do gênero. Confesso que tive muito problema para encontrar coisas diferentes das citadas acima, considerando que a imprensa é uma apaixonada por sangue, tristeza e coisa ruim. Por qual motivo isso acontece? Todos nós sabemos, é o que dá audiência e vendas elevadas, ou seja, é puro capitalismo, não há como fugir disso.
Na última semana, novamente um dos meus dois leitores entrou em contato comigo por e-mail, desta vez para dizer que eu estava pegando muito leve em meus comentários. Que eu ''não podia ficar alheio a tanta desgraça acontecendo no mundo'', palavras do e-mail, enfim, confesso que não sei bem o que comentar a partir de então. Depois de muita reflexão decidi comentar o que me der vontade, seja bom ou ruim, inútil ou interessante até demais, utilizarei este espaço para apontar o meu olhar sobre as coisas que acontecem no mundo onde vivo. Desta forma, ao voltar pra casa passei a observar a vizinhança a procura de algo que não fosse tão violento, e não fosse tão pacífico, ou seja, que fosse apenas um texto construído a partir do meu ponto de vista. Eis que em cima do medidor de luz, da casa de madeira que está instalada no terreno de esquina, encontrei a solução para tal problema.
Quem foi que inventou a crença que uma garrafa pet, cheia de água, colocada em cima do medidor de energia, reduz a cota de consumo elétrico daquela residência? Procurei pela resposta e encontrei algumas tão absurdas, que não valem a pena serem registradas neste espaço, desta forma, descreverei àquela que me pareceu mais próxima da vizinhança que me rodeia.
Tal ideia de colocar uma garrafa com água em cima do medidor de energia elétrica teria começado devido a um adultério. Uma mulher, que não se sabe quem, traía o marido. Traía muito. Então, para avisar ao amante que o marido estava em casa, ela colocava uma garrafa pet em cima do medidor de energia. Como bons vizinhos curiosos que esta mulher tinha, um deles resolveu perguntar a razão daquela garrafa estar em cima do medidor. E ela, por sua vez, como uma boa adúltera respondeu dizendo que era daquela forma que ela economizava energia. Estava feito, ninguém ficou sabendo que ela traía, e todo mundo acreditou que uma garrafa pet cheia de água em cima do medidor reduzia um monte a conta de energia elétrica. Como este país é muito pequeno, a história da garrafa caiu na boca do povo, e hoje em dia, tem até índio, da reserva de Pantomirim, no Acre, colocando garrafa pet em cima do medidor de energia... Pra ver se reduz um pouco a conta.

ENCONTRO com as EXPLOSÕES


Desde o problema ocorrido com minha pessoa durante a exibição de Toy Story 3, eu não ia mais ao cinema, pois então, recebi o convite para assistir ao filme ENCONTRO EXPLOSIVO, com Tom Cruise e Cameron Diaz. Aceitei com uma condição, que eu pudesse me acomodar na última poltrona do último lado, da última sala de cinema, durante o último horário da noite, para evitar ao máximo este contato com os chamados ''seres estragadores de filmes dos outros''.
Proposta aceita, lá fui eu. Como é de costume, quem se acomodou nas poltronas do meio do cinema não conseguiu assistir nada de interessante, por outro lado eu consegui ver algumas cenas de ação, graças ao Deus da sétima arte.
Antes de me deslocar de casa até a sala de cinema, eu li algumas críticas a respeito do filme. Confesso que fiquei decepcionado com os críticos de um modo geral. Meu Deus, o filme não é tão ruim quanto estão dizendo que é. As cenas de ação são até bem feitas, pelo menos na minha concepção, agora, destruir o filme, falando mal do roteiro, da direção, dos atores, das cenas de ação e de tudo que se passa na tela, como estão fazendo, tenha paciência. Este tipo de gente deve ter algum problema com o cinema de ação como entretenimento neste país.
Talvez os críticos de hoje em dia querem que os filmes lhes apresentem momentos de inteligência múltipla, descontração na medida exata que eles profetizam antes do filme, e atores semi deuses atuando na película. Quando este tipo de filme é feito, ele não vende. E cinema hoje é comércio, é indústria, é venda. Enfim. Este filme em particular não é um filme que vai mudar sua vida. Não vai mudar a sua forma de ver as coisas de um segundo para o outro, mas na minha concepção não é um filme ruim.
Sei que minha opinião não vale muito no meio dos chamados ''cinéfilos profissionais'' se é que estes humanos que apenas assistem filmes, como eu assisto, podem ser profissionais por falarem mal de alguma coisa. Acredito cada vez na ideia da inversão de opiniões, a maioria dos críticos são assim, não todos, mas a maioria deles sentem o momento do público antes de escreverem suas resenhas e textos cheios de parâmetros e análises técnicas do filme. Tem crítico que sabe até a idade do segundo câmera da produção tal, só pra falar que a câmera tremeu por que o cara tem algum problema ligado a tremedeira da mão. Nunca pode ter sido uma intenção direta do diretor. Enfim, como eu dizia, a maioria dos críticos mostra de forma perceptível como trabalham seus textos, por exemplo, se o filme é sucesso de público, para eles não vale nada. O filme é fraco, não tem elenco, não tem uma boa história, enfim, o filme é uma porcaria, remetendo mais do que nunca a este público que também se torna uma porcaria por assumir que gosta de tal produção. Agora, se o público odeia e rejeita o filme, nossa, o filme é maravilhoso, dizem os críticos, tem um bom elenco, tem uma boa direção, tem tudo de bom, mas o público não entendo isso, por que a mentalidade do público ainda não consegue alcançar tais ideias.
É estranha esta forma de pensar, pois coloca-os num patamar superior à grande massa de apaixonados por cinema, a todos os cinéfilos de plantão, e o povão consumidor de cinema em geral.
Como dizia um cara que conheci fazendo produções amadoras em vídeo, ''odeio críticos, por que eles criticam tudo''. Por fim, lembro-me das palavras de um amigo cineasta, pronunciadas logo que ele terminou sua quinta produção, cuja crítica arrebentou com ele, mesmo o público gostando da história que ele estava contando na tela:
''Podem falar o que quiser, que eu sou comercial e faço isso para ganhar dinheiro, faço mesmo, eu preciso pagar minhas contas, eles não vem aqui pagar pra mim. Críticos pra mim são a dona de casa, a lavadeira, o pedreiro, o cara que gosta de um bom filme, se eles assistirem e gostarem, é isso que tá valendo, só aí, já ganhei o meu dia''.
Se um dos meus dois leitores procuram um filme para passar o tempo, assistir uma boa trama de ação, com explosões, comédia, correria e momentos de adrenalina, ENCONTRO EXPLOSIVO é um bom filme pra ver... Boa diversão.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O CASO BRUNO.................

O problema no caso do goleiro Bruno, até pouco tempo jogador famoso por suas defesas, é a imprensa. Se os repórteres não ficassem em cima de tudo que é dito, e a imprensa não publicasse tudo que é falado e pensado sobre este assunto, deixando assim a polícia trabalhar em paz, e a justiça ser feita sem os índices de audiência; com certeza passaríamos ao longe das especulações.
Da forma como a coisa está indo, o espetáculo dos horrores ainda vai continuar por um bom tempo. Inocente ou culpado? Ninguém sabe, nem a imprensa que já acusou e inocentou tanta gente, sem saber o que estavam dizendo.
Gosto das ações realizadas pela Polícia Federal. Eles atuam em silêncio, buscam todas as provas possíveis e por fim descobrem os fatos. A imprensa só fica sabendo depois que tudo terminou, então você vê a reportagem no jornal: tantos políticos são presos na operação Jaguar. Ou então, operação pente fino leva tantos pra cadeia. Ou ainda, operação brasília prende culpado dentro de um fusca. Isto é investigar, comprovar, e prender. Se vai ficar preso ou não, daí já é outro departamento. O que vemos neste caso do goleiro é uma onda de depoimentos estranhos, contraditórios, falácias e mais falácias. Gente culpando gente que a gente ainda nem sabe o nome. Nossa, quanta gente numa única frase, imagine num caso como este, onde tem muita gente no Brasil comentando. É gente pra caramba.
Enfim, sei que este comentário não vai mudar nada a respeito do que está acontecendo; e a imprensa vai continuar brigando pela audiência deste caso. Mas, como todos procuram um culpado pra tudo isto que está acontecendo e sendo falado 24 horas por dia, eu aponto meu culpado, a especulação da imprensa.

domingo, 18 de julho de 2010

SALÁRIO BASE


Recentemente uma questão antiga voltou à tona: mulheres ganham menos que os homens e trabalham mais, detalhe; estando elas, na mesma função. Acredito que este tipo de pesquisa seja feito com cinquenta pessoas em todo o Brasil, dai então utilizam a tal ''amostragem'' para dizer que todos os demais 190 milhões de brasileiros agem da mesma maneira... balela.
Todas as mulheres que trabalham comigo, ganham o dobro que eu, algumas o triplo, e trabalham algumas horas a menos que a minha pessoa. Isto se dá por qual motivo?
a) eu sou homem
b) eu sou feio
c) eu não sou um bom profissional
d) minhas pernas são horríveis
e) eu não uso decote
Muitos irão me acusar de machista, não concordo, não por isso. Até por que se eu fosse machista necessariamente teria que interessar por homens, mas como me interesso por mulheres, posso ser considerado um feminista.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Morre o quadrinista Harvey Pekar



O quadrinista Harvey Pekar, conhecido pela sua emblemática série de HQs batizada de American Splendor, morreu em Cleveland, nos Estados Unidos. O corpo do artista foi achado por sua mulher pouco após à 1h da manhã desta segunda-feira, dia 12 de julho. Ainda não se sabe a causa do falecimento. A vida de Pekar chegou aos cinemas em 2003 com o filme Anti-Herói Americano. O ator Paul Giamatti interpretou o quadrinista, conhecido por sua perspectiva ácida e irônica sobre o dia-a-dia do "americano médio". No Brasil, parte de sua obra pode ser lida na edição Bob & Harv - Dois Anti-heróis Americanos, da editora Conrad. Com a morte de Pekar, o mundo dos quadrinhos perde um grande porta-voz do senso crítico.

ESPANHA, alcunha, Fúria

Não há o que comentar a respeito do jogo que todo o planeta viu. Destaque negativo para o pé laranja no peito do espanhol, destaque positivo para o choro do goleiro espanhol na hora do gol e voltando para os pontos negativos, aponto para o técnico holandês tirando a medalha de prata antes de pisar no primeiro degrau da escada que o levaria de volta ao gramado. Atitude louvável ou um prelúdio de corredor polonês, neste caso holandês, pode ser encarado como ponto positivo também o cumprimento dos jogadores que ficaram em segundo lugar, para com os jogadores que ficaram em primeiro lugar. De resto, que jogo feio para uma final de copa do mundo, isto prova que aqueles dois times não eram os melhores entre as 32 seleções. Por fim... Terceiro vice da Holanda, parabéns.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O CONE - capítulo 1


Bruno acordou com o canto dos pássaros, há muito tempo não ouvia mais o despertador tocar. Sentou na cama e olhou ao redor. Não havia nada para contemplar, a não ser uma velha panela de alumínio jogada no canto do cômodo. Levantou lentamente e atravessou o corredor da casa. Entrou na cozinha, apoiou suas mãos na pia, baixou a cabeça e vomitou todo o líquido que havia consumido uma hora antes. O suco gástrico se misturara com a bebida quente que havia ingerido durante a refeição. Ainda apoiado na pia, esticou a mão na intenção de encontrar uma toalha. Sua mão percorreu o vazio e encontrou algo consistente. O objeto tinha forma e era conhecido de qualquer pessoa que estivesse com os olhos abertos naquele momento. Bruno encontrou a toalha, limpou o rosto e encarou o cone, parado ao seu lado, dentro do banheiro.
''De onde saíra aquele cone? Quem trouxera até ali? Por que ele estava ali? Realmente era um mistério. O rapaz não pensou duas vezes, agarrou o cone e o levou para a sala. Logo que entrou na sala de televisão de sua casa, sentiu seus pés tocarem em algo. Com dificuldade olhou para baixo e viu outro cone. E ao lado deste, outro. E outro, e outro, e outro.
Resolveu empilhar tudo num dos cantos do sala.
_ 325 cones, eu não acredito, é muita coisa._ disse o rapaz._ De onde saiu tudo isso? Quem trouxe até aqui?_ perguntava para si mesmo.
Na intenção de encontrar a origem de tudo aquilo, penteou o cabelo, escovou os dentes com o dedo e um pouco de creme dental sobre a pele, e saiu pela porta dos fundos de sua própria casa. Antes que trancasse a fechadura avistou um crânio humano no quintal. Correu até a ossada e a abraçou. Olhou para os lados e não viu ninguém. Aparentando ser íntimo do osso recolhido, abraçou a caveira e caminhou até a caixa de correio. Guardou a caveira dentro do recipiente de cartas, e seguiu seu caminho, andando pela calçada da rua, rumo ao horizonte.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O menino e o CONE


Ele se aproximou, olhou para os lados, viu que não tinha ninguém a vista, e correu para junto do cone. Os cones estavam colocados na rua com o objetivo de fazer os carros frearem quando atingissem aquele ponto do asfalto, devido a uma reforma que ocorria no supermercado instalado naquele lugar. Mas... Mesmo que os cones estivessem ali provocando um grande serviço para a cidade como um todo, ele não descansaria. Visando um dos cones, ele correu para o lugar, segurou um dos objetos na mão e saiu correndo. Fugiu, roubou o cone, melhor dizendo. Passou correndo pela minha pessoa e olhou para o chão, talvez na intenção que eu ignorasse o fato.
Um cone, um menino, que nem imagino como se chama, roubou um cone. O que leva uma pessoa a roubar um cone? Não sei informar, talvez para balizar alguma coisa na garagem de sua casa, sinalizar algo na calçada, direcionar o caminho do banheiro para os irmãos que muito cedo acordam e não se localizam direito dentro da própria residência? Não sei, de verdade, não sei o que dizer. Talvez tenha sido somente um roubo de um cone, como de fato foi, mas pra quê? Eis aí, um dos grandes mistérios da rua onde moro.
Devido a este mistério, que não fui atrás para ver onde tal façanha acabaria, começo a partir de agora escrever uma série de capítulos, na intenção de dar sequência a esta saga do submundo podre onde vivem os ladrões de cone.
No próximo post, que meus dois leitores não percam, o início da meu novo livro de suspense:
O CONE. Escritos aqui mesmo, página a página, capítulo a capítulo e postados sem cortes, sem dó nem piedade.

O QUE VALE É A MENSAGEM...


Eu não acredito em quase nada que recebo por e-mail, a não ser mensagens pessoais. Assim como não acredito em tudo que leio, alguns me acusam de ser o verdadeiro São Tomé, mas sempre me lembro que embora meu nome também termine com o e acompanhado de um acento agudo, meu nome não é este. Enfim, este e-mail recebi no último minuto, verdade ou mentira, invenção ou cópia, não estou a fim de discutir isso neste momento, vou postar aqui por que a indignação contida nas palavras desta tal professora refletem a minha realidade...
Ao que informa o conteúdo do e-mail, esta carta foi escrita por uma suposta professora, cujo nome não é informado, direcionada a uma revista muito conhecida que circula em nosso país, devido a uma reportagem que este meio de comunicação teria publicado. Repito o que eu já disse, verdade ou mentira, o que vale é a mensagem...

''Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.

Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem cont ra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.

Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.

Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados, minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 m.de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma cha nce de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.

Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo

Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente!!!

Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas''.

domingo, 4 de julho de 2010

PATRIOTISMO de meia Tigela

Todos os anos quando o mês de dezembro se aproxima, inúmeras famílias procuram pela árvore de natal, guardada em algum lugar no fundo do guarda roupa, num baú velho, ou em algum canto da garagem, sotão, porão, enfim, qualquer local que não atrapalhasse os movimentos dos demais objetos durante os outros dias e meses do ano. Uma vez com a árvore na mão, é hora de montar o enfeite. As vezes as crianças ajudam, em outros lugares só os adultos montam, enfim, assim a tradição é mantida. O natal se aproxima, muitos não tem o que comer, outros tem o que comer na ceia, uma multidão não tem família pra abraçar, e uma galera fica com seus familiares, em muitos casos, brigando e discutindo, é claro, caso contrário, não seria família. Deve ser por isso que desejamos tanta paz no período do natal. Mas, enfim...
Assim como a árvore de natal é montada somente no natal, somente no período da copa do mundo, o povo brasileiro em geral lembra que este país tem uma bandeira, e ela é verde e amarela. Enquanto a seleção brasileira de futebol está jogando e fazendo gols, muitos expõe a bandeira do Brasil com todo orgulho do mundo em suas janelas, seus carros, suas roupas, como verdadeiros patriotas, mas, então vem a decepção para o mundo e a seleção perde o jogo. É eliminada da copa do mundo de futebol, oh meu Deus! E agora? O que será de nossas vidas? Estamos mortos? Não, é só um jogo de futebol. Mas, neste momento, muitos não se importam com isso, e então, este país não existe mais, muito menos sua bandeira. Em menos de 48 horas depois da derrota, 90% das casas e carros não tinham mais bandeiras do Brasil. As lixeiras dos prédios que cercam o casebre onde moro, estavam repletas de bandeiras que foram simplesmente destruídas, amassadas, rasgadas, queimadas e jogadas fora. Ou seja, devemos constatar numa simples observação que quase ninguém ama este país, o que amam é a seleção brasileira. Caso esta mesma seleção brasileira decepcione num jogo de futebol, a bandeira não presta mais. E, por incrível que pareça, não há mais razão para que eu segure esta bandeira na minha mão, ou seja, agora, eu sinto vergonha de ter uma bandeira do Brasil na minha janela, ou no carro, ou na minha roupa.
É estranho ver as coisas desta forma, mas é o que vi no bairro onde moro, e continuo vendo todos os dias. Não posso falar pelo resto do país, mas em volta de mim as coisas estão acontecendo desta forma. Se todos os brasileiros se importassem com a política deste país, da mesma forma que se importam com um campeonato de futebol mundial, com certeza teríamos um país mais justo para viver; com menos impostos, mais saúde e mais educação. Se todos os brasileiros se importassem com os problemas sociais que temos neste país, da mesma forma que se importam com um jogo de futebol, sem dúvida alguma, teríamos muitos motivos para nunca reclamar deste lugar.
É triste dizer, mas, neste país, para agradar o povo e fazê-lo esquecer de todos os seus problemas, realize um jogo de futebol... Para provocar uma guerra e fazê-lo ficar revoltado, corte e não realize mais os campeonatos de futebol. Salve os romanos que criaram a política do pão e circo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tof Stok 3

Acabei de chegar do cinema, fui ver Toy Story 3. Em minha parca opinião eu poderia dizer coisas maravilhosas a respeito do filme, porque de fato gostei muito. É muito bem feito, tem emoção, tem humor, tem um roteiro excepcional, vale a pena ver; mas, por outro lado, tem as pessoas que insistem em estragar os bons momentos de nossas vidas.
Primeiramente entrei num cinema que vende poltronas numeradas, ou seja, qualquer imbecil da cabeça redonda sabe que se comprou um ingresso com o número 215, e um detalhe, o próprio cretino escolhe este número quando está na bilheteria comprando o ingresso, ao entrar na sala de cinema, onde estão as poltronas, o desgraçado deverá procurar a poltrona que ele alugou pelo período do filme, ou seja, a 215, e ali se acomodar, mas não, parece que a burrice impera pelos milênios, e esta ameba insiste em tomar o lugar de outra pessoa. Neste caso a anta sentou na poltrona 312. Tudo bem que alguns irão defender o doente dizendo que 215 é muito parecido com 312, mas eu não concordo, pra mim, este micróbio não deveria nem estar ali. Isto causa um constrangimento para quem está chegando e precisa pedir para o ogro sair do lugar dele, para que outros possam se acomodar. Desta forma fica aquela andança que incomoda a todos que querem ver ao filme em silêncio.
O silêncio, que bom que me lembrei dele. As mulheres, como falam as mulheres. Homens também falam, mas as mulheres que se acomodam perto da gente na sala de cinema, parece que falam mais do que qualquer coisa. Em Toy Story 3 eu perdi metade das falas do Woody, por que a vaca de seios atrás de mim ficou contando uma desavença que ela teve com um namorado corno que ela chifrava. Eu não paguei um ingresso para ouvir porcarias e problemas alheios, mas a vaquinha insistia em falar, e falar, e falar, e falar; eu não aguentava mais pedir para ela fechar a boca, e todos em volta também pediam, mas não adiantava. Não sei por qual motivo agora economizam e não colocam mais lanterninhas armados nos cinemas como era antigamente; que saudade do tempo dos coroneis.
Fora a falação, os pés chutando minhas costas, pessoas levantando o tempo todo, ainda tem as crianças, ah, que vontade de esganar aquelas crianças. Elas se animam e gritam, falam, gesticulam, pulam, incomodam, de fato incomodam muito. E nestas horas que estão incomodando não existe um pai, ou uma mãe, para abrir a maldita boca e falar para seu filho parar com aquilo. Quer provocar uma reação do pai deste feto que anda e fala, então toque um dedo na criança, eles aparecerão rapidinho.
No final das contas o filme é maravilhoso. O pouco que entendi me fez criar uma vontade maluca de alugar o dvd, quando estiver disponível na locadora, e assistir novamente, desta vem em casa, longe daquele bando de selvagens chamados de seres humanos consumistas. Seres que insistem em sair de casa e ir até um cinema incomodar a vida do outro. E há quem diga que o cinema é público, eles pagaram, tem o direito de assistir ao filme; assistir, não incomodar e passar dos limites.
Enfim, o mundo seria bem melhor se estes ríspidos seres humanos estúpidos e mal educados fossem substituídos pelos brinquedos de Toy Story, pelo menos os brinquedos na tela tem sentimentos um para com o outro, respeitam o próximo e não são tão debiloides quanto a maioria que nos rodeia.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A QUINTA ESSÊNCIA - segunda parte concluída

No dia 24 de junho de 2010, ou seja, hoje, concluí as filmagens da segunda parte do filme digital que estou produzindo e dirigindo, intitulado A QUINTA ESSÊNCIA. A produção transcorreu sem maiores problemas, devido à paixão de todos os envolvidos no projeto. A primeira parte fora concluída no início deste ano de 2010 e agora encerramos a segunda parte do longa metragem. O resultado se concretizará com a finalização da terceira parte, agendado para o segundo semestre deste ano.
Antes de qualquer coisa deixo aqui meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que de uma forma ou de outra contribuíram, e ainda estão contribuindo para a realização deste filme digital.
Obrigado.

domingo, 20 de junho de 2010

''O BIGATÃO''

Existia uma menina muito feliz, feliz mesmo, feliz pra caramba, mas um dia, ela resolveu que iria se casar com um bigato. Ela namorou o bigato e casou com aquele bigato. No princípio Deus fez a luz, mas depois de um tempo a copel começou a cobrar por esta obra. Na casa da menina e do bigato tudo parecia belo, quando do nada. De um segundo para outro, a menina resolveu absorver coisas daquele bendito bigato gosmento, e virou uma cobrinha, a cobrinha e o bigato; um belo casal, pelo ponto de vista da mãe natureza.
Hoje, milhares de dias depois daquilo, a família humana da menina ainda chora a perda de uma bela estrutura óssea para o mundo das coisas sem ossos. Se o grande gênio de Kafka permitiu uma metamorfose antes dos idos de 1983, não podemos ser nós, meros portadores de cérebros, que iremos dizer não. O mundo é tão bonito, que as vezes tenho vergonha de ser da mesma raça daqueles que o destroem.

Este texto faz referência a um fato sem explicação, por isso ele não tem entendimento concreto daquilo que é explicável. Senti no coração que alguma coisa deveria ser dita, e foi, estou mais leve e feliz agora... Obrigado novamente ao Deus da internet que me permite tais coisas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

COPA DO MUNDO DE futebol...

Ninguém nas escolas, ninguém nas empresas, ninguém em lugares que não havia televisão. É claro que alguns rebeldes deram o grito e ficaram em lugares que não tinha qualquer tipo de comunicação com o mundo, mas a grande maioria ficou vendo o jogo ridículo apresentado pela chamada seleção brasileira de futebol. E o pior, teve gente comemorando na rua depois do jogo... É claro que isso se dá devido a combinação estratégica de cerveja com futebol, por sinal, muito lucrativo para as fábricas de bebidas alcoólicas.
Quando eu disse que ninguém estava nas escolas ou empresas, fui um tanto radical com esta afirmação, pois muitos insistiram em ficar onde estavam, por isso muitas escolas funcionaram e muitas empresas produziram. Talvez seja por isso que o preço do petróleo subiu no mundo inteiro e quase ninguém percebeu...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

LUTO - em nome de Dona Ermínia.

BICHO esquisito que SEGURA o volante. Mais uma mulher foi atropelada enquanto atravessava a rua, andando sobre a faixa de pedestre. Então nestes momentos estranhos de nossas vidas, pergunto, por que o filho de cruz credo que dirigia o carro não parou o automóvel quando viu a senhora na faixa? Talvez porque ele nunca tenha estudado nada sobre trânsito na sua vida, e sem dúvida, por que ele se acha o certo, por estar atrás de um volante, enquanto pessoas tentam atravessar a rua usando a faixa de pedestre. Já tentaram de tudo, multa, semáforo, guarda, e sempre tem um monstro verde musgo que insiste em dizer que o pedestre está errado.
Sem querer ser radical, e já sendo um pouquinho, talvez a solução viesse se o carro deste motorista fosse preso, assim como o próprio fosse espancado pela população, o carro fosse queimado na frente dele, e para finalizar ele fosse colocado numa faixa de pedestre para ser atropelado pela família da vítima. É claro que isso não ia aliviar a dor dos parentes que perderam um familiar por estar dentro da lei, enquanto o outro que estava fora da lei, matou e continue matando sem que nada seja feito; mas com certeza ia dar um sustinho neste ridículo que não respeita pedestre que anda na faixa e fura sinal vermelho.
A mulher atropelada na foto não tinha o mesmo sangue que eu, mas eu a considerava mais que alguém da minha família. Onde quer que esteja agora, esteja com Deus. O homem fugiu, então, onde quer que esteja agora, por favor, não mate mais ninguém pelo resto de sua vida, que ainda deve se prolongar bastante neste mundo...

domingo, 30 de maio de 2010

O lugar onde MORo, com muito orgulho; agora mais verde e amarelo





As ruas, belas como são, os buracos, que estão ali por algum motivo desconhecido pela própria rua, e a fila de vacinação que se formou na pequena unidade de saúde, em busca de algumas agulhadas contra a gripe do porquinho, movimentaram o final de semana na rua onde moro. Não satisfeito com mais notícias boas, ouvi o nome do bairro onde resido, por três vezes na televisão... Estamos ficando cada vez mais chiques, e quanto mais nos aproximarmos da eleição ficaremos mais importantes, depois não! Aí, durante quatro anos, a televisão e os jornais voltam a mostrar os pontos turísticos de Curitiba, as coisas belas, e falar do centro da cidade, seus moradores, seus turistas, e juntamente com eles os bairros chamados de ''nobres''; por enquanto, esperando a eleição que ainda não chegou, é a nossa vez de aparecer na mídia. Quando não é eleição é seleção, para que o ônibus da seleção passasse por umas das ruas do bairro onde moro, asfaltaram uma rua que não era considerada mais nem passarela pelos moradores, num tempo recorde de três dias. Os moradores estavam fazendo abaixo assinado há mais de 2 anos pedindo asfalto naquele lugar. Teve gente dormindo na frente do portão do CT do Caju pedindo pelo amor de Deus para que o ônibus desse uma volta pelo bairro, pois assim a chance de novas ruas serem asfaltadas seriam grandes, mas Dunga não quis nem saber, não abriu o portão nem pra dar autógrafos, imagine para dar volta de ônibus, esquece. Os mais otimistas acreditam que a passagem deste tal ônibus milagroso que por aqui passou deixou boas lembranças, neste caso, um asfalto novo; é como diz a velha música propagandista: ''salve a seleção''.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Então...


Eu poderia comentar sobre a escalação do time da seleção brasileira, para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, mas não estou com vontade de falar o que todo mundo já está falando, então, indo no contraponto, vou comentar algo que nunca é dito, como as Drosófilas se reproduzem?
As chamadas Drosófilas são pequenas mosquinhas que ficam por ali, na cozinha da sua casa, perto da fruteira, sobrevoando bananas. Para alguns um simples inseto, mas para a comunidade científica, Drosophila Melanogaster; cuja excepcional coincidência batizei minha filha com este nome. Estas simples moscas não apresentam perigo algum. Não faz mal a qualquer ser vivente neste planeta, pelo contrário, faz muito bem a ciência e consequentemente a todos que necessitam viver neste mundo úmido.
fechada dentro de um vidro, no interior de um laboratório ela se transforma na poderosa Drosophila. durante anos ela ajuda nas pesquisas sobre genes transmitidos de uma geração para outra. Desta forma elas ajudam a entender a formação, o desenvolvimento e a evolução dos seres vivos. Mas como? Você deve estar se perguntando, se é que alguém lê o que este blog aceita, como uma insignificante mosca pode fazer isso? Como uma única célula se desdobra em bilhões de outras? Como o organismo já nasce propenso a determinadas doenças e como evitar o aparecimento delas? Há quase um século, a drosófila ajuda os cientistas a obter respostas a essas perguntas. "A biologia baseada na drosófila continuará ainda por muitos anos a ter impacto direto em nosso entendimento da saúde humana", escreveu Kathleen Matthews, pesquisadora da
Universidade de Indiana.
Segundo Thereza Venturoli a Drosóphila ao lado dos macacos rhesus e dos camundongos, são estas mesmas mosquinhas-das-frutas que completam uma galeria de animais benfeitores das ciências biológicas. Roedores e primatas estão muito mais próximos do homem na escala zoológica, mas a mosquinha contabiliza inúmeras vantagens como organismo-modelo em experimentos genéticos. É bem mais fácil conservar 3 000 drosófilas de 3 milímetros de comprimento num frasco do que manter numa jaula um único macaco de mais de meio metro. E é infinitamente mais barato alimentar uma colônia de drosófilas com as leveduras que surgem sobre um naco de banana madura do que manter a boa nutrição de um primata de 8 ou 10 quilos. Do ponto de vista da pesquisa genética, as drosófilas também rendem mais. Como elas se reproduzem então? De acordo com informações de Venturoli, elas são tão férteis, e sua gestação é tão curta, que os cientistas podem acompanhar a evolução da vida como que num filme em ritmo acelerado. Numa temperatura amena, entre 22 e 25 graus, as moscas se reproduzem em apenas duas semanas. No fim da vida, uma fêmea de drosófila terá gerado uma prole com algo em torno de 1.000 pequenos insetos. Isso significa que, num único ano, os biólogos podem analisar 25 gerações. Mesmo entre os camundongos, a fêmea pode levar cerca de um mês para dar à luz uma ninhada de dez a quinze filhotes. Com os macacos, a comparação é mais distante ainda: nasce apenas um bebê após uma gestação que pode chegar aos seis meses.
E é isso, somente isso, elas se reproduzem numa temperatura relativamente quente, entre 22 e 25 graus, e em duas semanas já temos uma galerinha nascida da mamãe Drosóphila. Acredito que isto seja suficiente para ser dito, afinal, é desagradável entrar nos detalhes da relação sexual entre uma Drosófila e um Drosófilo... Caracas! Capital da Venezuela.

domingo, 9 de maio de 2010

PROFESSOR no país das maravilhas

Ao encerrar o primeiro bimestre do ano letivo de 2010, eu fechei as chamadas notas bimestrais dos alunos a quem ministro aulas. Para minha surpresa, 150 alunos, do total de 895 discentes que assistem minhas aulas, ficaram com notas azuis. Fiquei feliz no mesmo instante, pois há muito tempo eu não tinha um número tão alto de alunos com notas azuis. Todos os anos somos obrigados a camuflar a situação destes que dizem que estudam, para que os pais fiquem felizes pensando que eles realmente estudam; e vamos embora para casa acreditando por vez ou outra que o ''mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes'', Deus salve Renato Russo.
Mas, desta vez decidi fazer o contrário, enviei exatamente as notas que eles tiraram na sala de aula, não dei ponto de conceito, não olhei caderno, não olhei para os olhos de ninguém, apenas enviei as notas para a secretaria. Então, como já era esperado, não demorou muito e fui chamado na coordenação. Como um verdadeiro tribunal da inquisição, pediram que eu assinasse um livro ata, de capa preta, igual aqueles que os alunos vândalos assinavam quando eu estava no colégio, onde num texto gigantesco dizia que eu assumia meu ''atestado de incompetência'', por não ter ensinado a matéria de forma correta para os alunos, não ter dado chance para que eles tirassem notas boas, e não ter dado aula no período que compreendia o primeiro bimestre deste ano letivo.
Após ler cada um das linhas, para desespero das mulheres que me olhavam na sala da inquisição, eu levantei a cabeça e perguntei:
_ Por que tenho que assinar isto?
_ Porque você deixou muitos alunos com notas vermelhas, e você vai responder por isso.
_ Não vou, tenho todas as provas guardadas comigo. Por que tenho que responder se eles não estudam?_ indaguei.
Uma das mulheres então respirou fundo, e me disse:
_ Existe uma lei estadual que culpa você por não ter dado nota azul para mais de cinqüenta por cento da sala.
Olhei para ela e perguntei:
_ Ótimo! Então por que você não colocou no texto da ata que eu devo assinar, o número da lei que estou sendo enquadrado?
Elas se olharam e me encararam.
_ Você está questionando a autoridade do Estado?
Sem dúvida alguma pensei que a inquisidora ia dizer ''igreja'' no lugar de estado; sem dúvida alguma era um tribunal da inquisição, na Espanha da idade média, comandado por Torquemada, o grande inquisidor. Mas eu não disse nada, apenas virei de costas e saí da sala onde elas estavam.
Será preciso a partir de então dar nota a todos aqueles que freqüentam a escola pública?
SIM
Será preciso não forçar mais atividades que levem o aluno a pensar de forma crítica, tendo em vista que a grande maioria não sabe nem o que significa FORMA CRÍTICA?
SIM
Será preciso manter todos com notas acima da média, para que eles possam brincar lindamente, enquanto seus pais trabalham pensando que eles estão estudando, para que assim que alcançarem um vestibular, tenham que se submeter a faculdades particulares, onde irão engordar os bolsos da burguesia; tudo isto por que não estudaram no ensino fundamental e médio, por isso torna-se impossível concorrer com aqueles que fizeram cursinho e tomaram suas vagas numa faculdade federal e estadual?
SIM
Será preciso camuflar boletins para que nós professores não sejamos chamados de incompetentes em todas as letras, tendo em vista que a realidade na sala de aula não condiz em nada com qualquer trabalho dito difícil existente por aí?
SIM
Sendo assim, sejam bem vindos alunos, a escola é de vocês... Brinquem, pulem, ofendam, briguem e joguem muita bola, pois a nota de vocês estará garantida no final do ano, segundo a mentalidade de alguns, não a minha, que continuará a mesma.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PROJETO FICHA LIMPA



Na primeira semana de maio, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) deverá votar o parecer do deputado José Eduardo Cardoso (PT-SP) ao projeto de lei que exige ficha limpa para pessoas se candidatarem a cargos eletivos. Esta proposta já vem se arrastando a um bom tempo, até que enfim este dia chegou. Quando a proposta chegou à Câmara ela já tinha mais de 1,6 milhão de assinaturas e agora, na reta final, ela só depende de uma votação da CCJ e depois do plenário da Casa. Já tentaram fazer emenda de todos os modos, mas o momento está chegando. E, segundo o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), o projeto Ficha Limpa entrará em votação na Câmara na primeira semana de maio. Caso seja aprovado, teremos novos políticos concorrendo a cargos na eleição, e não somente os mesmos, como sempre acontece; talvez seja esta uma forma de mudar as coisas.

A Mãe do filho

''Mãe de Marcelo Dourado, vencedor do último programa Big Brother, está decidida a posar nua'', disse a notícia... Que coisa. Se eu ganhasse um milhão e meio de reais eu daria todo o milhão e meio de reais pra minha mãe esquecer esta ideia. Enfim, cada um cuida da mãe do jeito que quer.

domingo, 25 de abril de 2010

A QUINTA ESSÊNCIA - o filme

Nos últimos dias de março, terminei a minha mais nova produção independente do grupo de cinema que ainda tento manter vivo. O filme, intitulado A QUINTA ESSÊNCIA, conta a história da última descendente do povo godo, erradicada no Paraná na década de 40. Escrevi, dirigi, produzi e não atuei, preferi ficar na técnica para fazer um trabalho mais centrado. Modéstia jogada no lixo, aparentemente ficou bom. O resultado foi uma boa produção, com boas atuações e um bom roteiro. A primeira exibição pública aconteceu na sexta feira dia 16 de abril, no cenário que serviu de locação para as filmagens. Estavam presentes todos os envolvidos, e mais alguns admiradores do cinema de baixo orçamento. Como registro, aqui escrevi...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PRECONCEITO


Mais de trezentas mil pessoas afetadas. Quase 80 mil famílias desabrigadas, 25 municípios em estado de emergência e centenas de mortos. Este é o saldo mais recente das chuvas que vem caindo sobre o Nordeste brasileiro, principalmente nos estados do Piauí e Maranhão. Agora pergunto: por que ninguém fala nada? Por que não há uma mobilização para resolver este problema também? No ano passado a chuva atingiu Santa Catarina, a mídia fez o seu papel e o Brasil inteiro ajudou a contornar a situação por lá. No início deste ano foi São Paulo, e agora, no mês de abril, o Rio de Janeiro, e por qual motivo não falam nada do Nordeste? Isto parece preconceito, tá cheirando preconceito... Na verdade parece demais com preconceito.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A culpa é da PULSEIRA... De novo

Há muitos dias e horas num passado não muito distante fiz um texto dizendo neste blog que as assim conhecidas pulseiras do sexo eram uma balela, uma coisa chata para criar problemas em nossas cabeças tão atormentadas com outros problemas, eis então que agora, contrariando as regras da realidade preto e branco que vivemos, aparece uma notícia, proveniente de Londrina, a mesma cidade que um teste de ligação fora feito para conferir o conhecimento sobre as tais pulseiras do sexo. Naquela ocasião ninguém por lá conhecia ou tinha ouvido falar das tais pulseiras, então, alguns bandidos resolveram se aproveitar da situação e fazer o improvável nesta terra onde se plantando tudo dá, estruparam uma menina, alegando que as pulseiras seriam a primeira causa. No exato momento que escrevo este novo texto, alguém deve estar culpando as pulseiras como sendo elas o chamariz causador de tal ato, ou não; outros devem estar questionando e dizendo, o que este infeliz sabe sobre isso?
Agora, as pulseiras coloridas, chamadas de "pulseiras do sexo", "pulseiras da malhação" ou "pulseira da amizade", levaram quatro rapazes a saírem com uma menina de 13 anos, e aparentemente estuprarem esta moça. O fato aconteceu em Londrina, no norte do Paraná, onde estes rapazes, sendo três deles menores de idade e um deles possuidor de carteira de identidade com a indicação 18 anos, teriam violentado esta menina. Devido a este fato, o juiz da Vara da Infância e Juventude de Londrina, proibiu a venda das pulseiras na cidade. A Câmara Municipal também discute a proibição. Pretendem proibir em todas as lojas de ambulantes, assim como em todas as escolas de Londrina.
As pulseiras finas, feitas de silicone, apareceram em vários e-mails no final do ano passado, espalhados por vários computadores Brasil afora. Na mensagem on line diziam que esta moda havia surgido na Inglaterra, onde cada cor de pulseira representava uma atitude com o parceiro, que vai de um simples abraço, até a prática de sexo. O comando para que o parceiro realize tal ação, é feito quando um dos parceiros arrebenta a pulseira do outro, segundo informações dos e-mails suspeitos que circularam por aí. O interessante é que a escola inglesa presente nas mensagens era fictícia, a invenção das tais pulseiras não tinha uma origem conhecida, ou seja, tudo muito surreal. Em Londrina ocorreu algo relacionado a este e-mail, onde, uma menina, usando as pulseiras teria feito sexo com quatro rapazes, sendo um deles maior de idade.

Desta forma, vamos analisar este caso somente colhendo dados que as notícias divulgadas nos deram. A menina de 13 anos teria conhecido três meninos, os três menores, num terminal de ônibus de Londrina. Ela saiu da escola e estava esperando o ônibus pra casa, os três chegaram, rolou uma conversa, e isso virou uma nascente amizade. Para que os três chegassem nela podemos elaborar duas teorias, ou eles já a conheciam de vista da escola, e ali viram o momento ideal para fazer isto, ou ela era muito bonita, atraente e chamava atenção de alguma forma; caso contrário seria só mais uma no meio da multidão. As reportagens não dizem que ela foi falar com os três, pois isto desmentiria o ''estupro'' que viria depois. No dia seguinte, um deles chegou na adolescente e arrebentou a pulseira preta, que convencionalmente representaria o sexo. "Ficou muito claro que a motivação foi o uso da pulseira, porque eles não tinham laço de amizade", afirmou o delegado, enfim, talvez a conversa do dia anterior não tenha tido sentido algum para o policial. E mesmo que os jornais tenham publicado o termo ''nascente amizade'', isto não significa que podiam se considerar amigos, segundo a polícia, mas tudo bem, voltamos ao ocorrido. "Ela disse que, depois que arrebentou, eles pressionaram que ela teria que fazer e ela se sentiu constrangida e os acompanhou até a casa de um deles." Que fala estranha esta. Depois que o menino arrebentou, sem que ela fizesse nada pra impedir, pois parece que é isto que dá a entender, ela deixou que ele fizesse, eles a pressionaram para fazer o que significava a pulseira preta, ou seja, sexo. Como alguém pressiona neste caso, num lugar público? Fica falando na orelha da menina, vamos fazer, vamos fazer, vamos fazer, vamos fazer? Ou fica dizendo: você deve fazer, eu arrebentei a pulseira, você deve fazer, você deve fazer o que a pulseira manda, e o que ela manda fazer é sexo. A menina contou que eles falavam: “Vai ter que pagar,vai ter que pagar”. Muito estranho isso. O menino arrebentou a pulseira, ela sabia o que aquela pulseira significava. Eles estavam num terminal de ônibus, ela tinha a opção de ir embora, como faz todos os dias, ou ir para a casa de um dos rapazes transar, que era o que insinuava a pulseira, então, ela pensa, pensa, pensa, e decide, ‘’não posso decpcionar, afinal, brincadeira é brincadeira, caso eu decepcione estes meninos eu posso ficar queimada na escola, e isto vai me constranger, então, vamos para sua casa fazer o que a pulseira diz pra fazer’’. E ela foi, não pra casa dela, mas para a casa de um deles. Uma vez lá, transaram, depois ela foi embora, e claro, acabou contando pra alguém da família dela. Em momento algum os jornais publicaram que ela foi arrastada a força para a casa dos meninos. Ela não foi sequestrada no terminal, com mordaças na boca e cordas nos punhos. Ela simplesmente foi, depois que alguém arrebentou a pulseira preta, onde supostamente ela sabia do significado daquilo, que era fazer sexo. Segundo diz a brincadeira, e segundo disseram na reportagem insinuando que ela ficou ''constrangida'' em não ir.
Obviamente a família da menina procurou a Delegacia do Adolescente, agora pasmem, no dia 23, somente no dia 23 a família foi até a delegacia contar tudo o que aconteceu. O fato aconteceu no dia 15, a menina conheceu os meninos no dia 14, e transaram no dia 15, a família esperou até o dia 23 para ir a um órgão competente relatar o fato. Por quê? Outra pergunta: quem disse que ela estava brincando com o jogo das tais pulseiras? Pelo fato dela ter as pulseiras no pulso, isto não quer dizer que ela estivesse brincando de ''pulseira do sexo''. A adolescente foi entregue ao Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) para que tenha acompanhamento psicológico. Por que acham que ela ficou abalada mentalmente? Por ter transado com os meninos? Será por isso? Ou por que ela foi ''estuprada'' segundo a notícia publicada. Para o rapaz de 18 anos, a legislação prevê, em caso de condenação, pena de 8 a 15 anos, por que cometeu um crime, segundo a lei, ela é menor de idade, e ele maior de idade. E os menores que ali estava, para eles, a lei prevê que sejam encaminhados para medidas socioeducativas ou para internação, pois isto é o que manda a lei.

Agora, pensando de outra forma, e se ela estivesse no terminal, esperando o ônibus, encontrou os meninos, foi pra casa de um deles, transou com eles, voltou pra casa, e sentiu a vontade de comentar o que tinha feito. Comentou, criou um problema com os pais, por que só tem 13 anos, e para a maioria dos pais, adolescentes com 13 anos não sabem nada sobre sexo, e então decidiram questionar a menina. Por fim, a culpa foi das pulseiras coloridas do sexo. Malditas pulseiras, sempre elas... O que houve foi, a menina transou com alguns meninos, o que não é novidade pra ninguém no dia de hoje. Meninas transam, com meninos que conhecem no mesmo instante, ou no dia seguinte, algumas até esperam mais tempo, outras ainda esperam muitos anos, e por fim tem as que esperam a vida toda. E se ela dissesse não, não vou, nada teria acontecido? Ou teriam ''estuprado'' ela ali mesmo, no meio do terminal de ônibus? O termo estupro fora colocado devido ao fato daquele ser de 18 anos estar envolvido no ocorrido. Se fossem só os menores seria sexo, somente isso, os jornais iriam publicar, ''adolescente de 13 anos fez sexo com três meninos, devido a pulseira do sexo'', por que alguém tem que ser culpado por isso.

Após a família desta menina fazer a denúncia à polícia, outras 6 famílias disseram que suas filhas também sofreram abusos por causa das pulseiras, mas os responsáveis não quiseram prestar queixa à polícia. Por quê? Talvez porque não tivesse nenhum rapaz maior de idade envolvido naqueles 6 casos, sendo assim, era só sexo. Não é novidade pra ninguém as meninas fazerem sexo. Moro numa comunidade onde a educação sexual inexiste, na medida do possível tentamos incentivar o uso da camisinha, pois sexo eles vão fazer, queira ou não queira. Mesmo com campanhas a favor do preservativo, não é novidade meninas de 12, 13 e 14 anos aparecerem grávidas. Embora não há uma educação sexual permanente, todos que estão na rua sabem perfeitamente o que é sexo, e como fazer. Isto não é novidade pra ninguém. Voltando ao caso de Londrina o rapaz de maior foi detido pela polícia, e em seu depoimento ele disse: ''a aluna topou acompanhar os quatro e que o ato sexual foi com o consentimento dela'', isso ficou óbvio na notícia veiculada. Ela, por sua vez, contou detalhes da relação e disse que foi obrigada a fazer sexo oral em dois deles, tendo em vista que os outros dois já a penetravam. A palavra ''obrigada'' neste caso fechou o cerco para o rapaz maior de idade. Mesmo que ela tenha ido, feito o que fez e se arrependido depois, para a lei brasileira, por ele ser maior de idade e estar com uma menina menor de idade, ele já cometeu um crime. Os meninos com menor idade, não prestaram depoimento ainda, e ninguém mais ouviu falar deles. Talvez para eles foi só sexo mesmo.

Por fim, a justiça da cidade de Londrina proibiu o uso da pulseira do sexo. Menores de idade que estiverem portando tal objeto serão encaminhados ao juizado de menores. Seguindo o exemplo, Maringá proibiu as pulseiras também. E mesmo todo mundo sabendo desta onda de sexo ao arrebentar as pulseiras, uma galera continua usando. Talvez seja pelo sexo, e não pela pulseira. Quem sabe? No mesmo caminho das proibições, o estado de Santa Catarina também proibiu, por fim, dois cadáveres femininos apareceram em Manaus. As vítimas foram violentadas antes de serem assassinadas, e ao lado delas, pulseiras do sexo arrebentadas... Malditas pulseiras, elas novamente.

CHUVA, esporte, e DINHEIRO


O Estado do Rio de Janeiro foi tomado por uma forte chuva no dia 6 de abril, ontem. Ruas estão alagadas, pessoas estão desabrigadas, gente morreu; até o último boletim publicado o saldo era de 95 mortos, neste momento este número já deve ter quase dobrado, aulas estão suspensas, e agora pela manhã o prefeito disse para as pessoas evitarem sair de casa. Carros foram arrastados pela água como se fossem barquinhos. Pessoas corriam na tentativa de salvar outras pessoas, e acabavam sendo arrastadas pela água.

Ao ligar a televisão para saber um pouco mais sobre as notícias vindas de lá, vi um jornalista demonstrando preocupação com o problema afetado ao futebol. Imagens do estádio do Maracanã foram mostradas, onde o gramado, ontem, estava totalmente tomado pela água, e hoje, já estava quase sem água, devido a drenagem; enquanto o jornalista com a voz trêmula, dizia num ar de indignação, como se alguém tivesse culpa pelo que aconteceu, que o jogo do flamengo que seria realizado ontem, teve de ser adiado por causa da chuva. E daí? Como diz o jornalista Milton Neves, ''futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes'', quem se importa com um jogo quando tem gente se amontoando pelas ruas, com fome, com dor, e sem ter mais um lugar para morar? Pelo amor de Deus! Talvez até os torcedores mais fanáticos tenham esquecido do jogo, vai saber.

Com a água baixando e a chuva diminuindo pouco a pouco, começam os problemas. Num boletim divulgado as dez horas da noite, políticos que visitavam o lugar começaram a se acusar. A culpa é de quem? Talvez depois de tanto empurra empurra, culpem São Pedro, por ter mandado a chuva. É mais aceitável nesta ocasião, pois este culpado não precisará responder nada. Pior do que ficar acusando quem não fez o quê no passado, são os pedidos de verbas, que já começaram. Dinheiro para reconstrução disso e daquilo, jornalistas esportivos já começaram a procurar soluções para o piso do estádio do maracanãzinho, que ''tem uma agenda de eventos lotados até outubro, e isso não pode parar''. Disse o homem. Estádio este que vai receber um piso de borracha para dar continuidade aos eventos ali realizados, para alívio dos agendados.

Então pergunto: por que não pode parar? Por que o esporte é mais importante? Por qual razão não se pode cancelar uma Copa do Mundo, ou Olimpíadas, que seja, para investir o dinheiro que seria investido em estádios e vilas olímpicas; em infraestrutura e melhores condicões de sobrevivência, não só para estas pessoas que perderam tudo, mas para tantas outras que vivem em condições iguais ou piores de vida? Por que o esporte é mais importante que a alimentação de brasileiros desnutridos, que pouco têm, e pouco conseguem em sua existência, devido ao fato de não ver a possibilidade de criar oportunidades em suas vidas?

Os mais críticos dirão: para isso já pagamos impostos. Sim, e pagamos muito imposto, mas... Pra onde vai o dinheiro de tanto imposto, que pouco vejo ser aplicado no dia a dia. A rua que passa em frente a casa onde moro tem mais de 40 crateras, pois já evoluíram da condição de simples buracos, este problema se estende há mais de 10 anos. Um detalhe, eu não parei de pagar meus impostos nestes 10 anos, mas eles pararam de fazer asfalto. Pra onde foi o dinheiro? Para a saúde? Senti problemas de saúde no mês passado, fui ao posto de saúde, esperei por 2 horas e 51 minutos. O médico tirou minha pressão e agendou um exame para o mês de agosto. Talvez até lá minha saúde não esteja mais por aqui. Por que tão longe? Por que tem muita gente na frente. E pra onde vai o dinheiro dos impostos que não pode contratar mais médicos, construir mais hospitais ou mais postos de saúde? Talvez estejam sendo investidos em pisos de borracha, que custam em média 50 a 90 mil reais, ou até mesmo em construções e reformas de estádios de futebol. Por que Deus nos livre de um gramado ficar com poças de água e a bola não correr durante o jogo.

No ano passado (2009), depois de um jogo realizado no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, na capital do Paraná, onde a torcida do Coritiba, após ver o time ser rebaixado para a segunda divisão de um campeonato de futebol, entrou em campo e destruiu mais da metado do estádio, jogando cadeiras e placas de publicidade em cima de policiais e quem quer que fosse que ali estivesse. Naquele instante, pensei, pra quê realizar uma copa do mundo num lugar assim? A violência se estendeu pelas ruas, onde incontáveis ônibus foram depredados, apedrejados e destruídos. Estações tubo foram arrebentadas. Senhoras e senhores inocentes que faziam uso dos ônibus naquele momento, receberam pedradas depois que os vidros dos carros foram quebrados. No desespero, motoristas tentavam se livrar de vândalos que corriam para cima de quem estivesse na rua. Pessoas foram atropeladas, pisoteadas e a polícia não venceu prender tanta gente destruindo o centro da cidade. Após o quebra quebra no centro, a violência foi se espalhando para os bairros. Por fim, perguntei novamente a minha memória de mastodonte, pra quê realizar uma copa do mundo num lugar assim? Pra que investir tanto dinheiro naquilo que serve para diversão e por fim pode acabar em morte?

Faço a mesma pergunta neste momento a minha mesma memória de mastodonte, pra quê pensar em esporte num momento de tragédia como este? Pra quê manter o plano de gastos infinitos na construção de um monte de coisa, e reforma de mais um outro monte, se tem uma galera que não tem a mínima condição de sobrevivência neste país? Os mais radicais irão dizer que não adianta dar o peixe, tem que ensinar a pescar; mas, aí entra outra pergunta: pescar onde? Se nem as condições para pescar uma grande maioria tem.

Por enquanto, resta esperar a normalidade. Enquanto o presidente lança o PAC2 sem ao menos ter concluído o PAC1, políticos tentam driblar a opinião pública, na tentativa de fazerem os mais desatentos esquecerem, que estes mesmos políticos já foram acusados por crimes de corrupção, e agora estão aí, alegres, no intuito de se candidatarem e por mais uma vez serem eleitos com mérito; mesmo assim, alguns outros estão preocupados com os danos causados ao esporte após a chuva forte que atingiu o refúgio carioca.

Não se espantem quando os pedidos de dinheiro começarem a surgir, e alguém, lá no fundo do poço, gritar que a culpa está naqueles que dividiram o dinheiro do pré-sal...

SAINDO do limbo............... Graças a SAnta NET

Depois de muito tempo afastado, agora não mais... Pelo menos espero; se a luz digital de Santa Net permitir, ficarei plugado por um certo tempo ainda... Amém.