''Quando acertamos ninguém se lembra, quando erramos ninguém se esquece''

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

18 DE AGOSTO dia mundial da FOTOGRAFIA



DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA



18 de agosto DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

Como definição, fotografia é, essencialmente a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa. A primeira fotografia reconhecida mundialmente data do ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Entretanto a invenção da fotografia não é obra de um só inventor, mas sim, de um processo longo que foi acumulando avanços e mais avanços por parte de muitas pessoas. Estas pessoas trabalhavam juntas ou muito longe umas das outras, mas todas em busca de um mesmo resultado. Por fim, a fotografia; e melhor do que ficar falando sobre ela, é ver fotos incríveis. Imagens que fascinam quando são colocadas diante dos olhos. Imagens que de tão reais assustam num primeiro momento e provocam admiração num segundo instante. Enfim, falei... Agora só nos resta admirar.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Elvis Aaron Presley

Na noite de 15 de Agosto Elvis foi ao dentista por volta das 11 da noite, algo muito comum para ele. De madrugada ele volta a Graceland, jogou um pouco de tênis e tocou algumas canções ao piano, indo dormir por volta das 4 ou 5 da madrugada do dia 16. Por volta das 10 horas Elvis teria levantado para ler no banheiro, o que aconteceu desse ponto até por volta das duas horas da tarde é um mistério, o desenlace ocorreu, possivelmente, no final da manhã, no banheiro de sua suite, na mansão Graceland, na cidade de Memphis, no Tennessee. Os fatores que culminaram com a morte de Elvis Presley, são os pontos mais polêmicos e controvertidos entre seus biógrafos e fãs. Elvis só foi encontrado morto no horário das duas horas da tarde por sua namorada na época, Ginger Alden. Logo após, o seu corpo é levado ao hospital "Memorial Batista" e sua morte confirmada.

A morte de Elvis Aaron Presley no dia de 16 de agosto de 1977, causada por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, surpreendeu o mundo, provocando comoção como poucas vezes fora vista em nossa cultura; inclusive no Brasil. Os fãs se aglomeraram em maior número em frente a mansão. As linhas telefônicas de Memphis estavam tão congestionadas que a companhia telefônica pediu aos residentes para não usarem o telefone a não ser em caso de emergência. As floriculturas venderam todas as flores em estoque. O velório aconteceu no dia 17. Alguns, dos milhares de fãs, puderam ver o caixão por aproximadamente 4 horas. Repetindo esta última frase; alguns, dos milhares de fãs, puderam ver o caixão por aproximadamente 4 horas.

Por volta das 3 da tarde do dia 18 a cerimônia para familiares e amigos foi realizada, com canções gospel sendo cantadas pelos "Stamps" (Grupo vocal gospel) e por Kathy Westmoreland (cantora), ambos fizeram parte do grupo musical de Elvis na década de 70. Após a cerimônia todos foram levados até o cemitério em limusines, logo em seguida o corpo de Elvis foi enterrado. Naquele momento todos se despediram, enxugaram as lágrimas e foram embora espalhar para o mundo todo que Elvis não morreu... Não dá vontade de bater num povo desse?

domingo, 15 de agosto de 2010

400 contra 4... Cinéfilos

Antes de sair de casa numa noite muita fria, mas muito fria mesmo, e ir até o cinema assistir a este filme, intitulado ''400 contra 1'', pensei em ler alguns comentários a respeito do filme. Não li nada escrito por críticos, pois tenho minha opinião quanto a eles, mas li comentários de pessoas que dizem entender de cinema, assim como eu...
Então colhi uma simples informação de todo o montante que mastiguei intelectualmente, ''o filme é uma mistura de cidade de Deus com tropa de elite''. Pensei, será que verei policiais entrando na favela novamente? A princípio não, tendo em vista que o filme conta a história do cara que praticamente construiu o chamado COMANDO VERMELHO.
Quando lá cheguei, e agora somente ocupando a última poltrona do lado esquerdo do cinema, encostado a parede e sem ninguém na poltrona de trás, porque não existe poltrona de trás; para não sofrer a reprise de Toy Story 3, acompanhei os créditos iniciais da projeção.
O som muito alto do cinema, e a narração ridícula do protagonista, numa clara leitura quase que monossilábica do texto que compunha o enredo do filme, fez com que eu sentisse vontade de me levantar e ir embora dali, antes dos cinco minutos iniciais do filme. A comparação com o filme ''Cidade de Deus'', talvez tivesse ocorrido em algum destes ''amantes do cinema'', ao verem a edição do filme, num vai e vem frenético, contando passagens do antes, o agora e o depois, tudo junto, misturando cena a cena um filme que poderia ter um início, um meio e um fim cronológico, talvez ficasse mais interessante.
Outra coisa que me irritou muito foram os atores, meu Deus do céu. Como pode? Nunca vi tanta atuação ruim no mesmo lugar. Eu era péssimo atuando, mas nunca cobrei e muito menos recebi um tostão para atuar, agora... Os caras ali receberam um cachê pra fazer o que fizeram, pelo amor de Deus. A cada fala das personagens, eu ficava desesperado procurando o fim do filme.
Pior do que atores ruins, cenas que vem e vão e uma narração lida pelo protagonista, numa clara lembrança do filme ''Tropa de Elite'', onde Wagner Moura narra os fatos, mas narra com perfeição; foi o ritmo do filme. O ritmo em certos momentos parecia estar travado no projetor, o filme não andava. A trilha sonora, para fazer parecer um ambiente de malandragem, envolvia uma espécie de samba, bossa nova e música pop, o que cabia muito bem em algumas cenas, já em outras, nada a ver.
Enfim, o tempo passou e o filme acabou. Saí andando pela porta da frente do cinema, acompanhado das outras três pessoas que estavam no cinema assistindo ao mesmo filme. Na intenção de tirar o peso da minha consciência e acreditar que eu estava muito chato para ver um filme relativamente ''bom'' e acreditar que ele não é tão chato, mas sim o meu estado de ânimo; fui conversar com as pessoas que lá estavam. Dos três, o primeiro me disse que não viu ao filme inteiro por que não aguentou e dormiu no meio da história, os outros dois disseram que alguma coisa não estava boa. Sabedor que o gosto cinematográfico é pessoal, talvez só eu não tenha gostado, mas muitos outros podem gostar, principalmente aqueles que não viram Cidade de Deus e nem Tropa de Elite.
Para encerrar, senti-me arrependido; quando saí de casa, saí na intenção de dar uma força para o cinema brasileiro, cujas produções estão cada vez melhores, mas desta vez, o cinema brasileiro não retribuiu minha boa vontade e me decepcionou feio...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O CONE - capítulo 3

Ao chegar em casa Bruno correu até a caixa do correio e retirou de lá o crânio que ali havia guardado há alguns dias. Abraçou a caveira com amor e entrou em sua residência. Colocou o osso em cima da mesa e ficou contemplando aquele pedaço humano. Surpreendido por algo inesperado viu passar um vulto pela janela. Escondido do invasor baixou sua cabeça e praticamente rastejou até a janela. Olhou para o mundo lá fora e viu um menino sem camisa andando pelo seu quintal. No mesmo instante pensou:

_ Ou ele ou eu. Tenho que tomar alguma providência.

Sem perda de tempo correu para a cozinha, abriu a gaveta da pia e retirou do seu interior um martelo de amassar carne. Acreditou por A mais B que aquilo daria um jeito no suposto ladrão. Com uma agilidade incrível correu até a porta, abriu e arremessou o martelo na direção do garoto. Sem tempo pra desviar do objeto, o desconhecido teve sua perna atingida na parte de trás. Um grito forte fora ouvido. Bruno não o socorreu, correu para o telefone e ligou para a polícia.

_ Se não há vitimas, então vai demorar um pouco._ disse a atendente.

_ É urgente._ insistiu Bruno.

_ Tudo bem, já estou mandando uma viatura._ falou a telefonista.

Bruno desligou o telefone e correu para a cozinha na intenção de ver o ladrão estirado no chão. Ledo engano, quando alcançou a abertura viu o menino pulando o muro, em direção à casa do vizinho.

Voltou para o telefone e ligou para o vizinho. Desta vez foi bem recebido.

_ Ladrão, como assim ladrão?_ disse o conhecido.

_ Ele acabou de pular no seu quintal. Eu consegui acertar a perna dele, ele não poderá ir muito longe._ explicou com orgulho.

Nenhuma movimentação mais fora ouvida. Nenhum barulho ou ruído ao redor de sua casa. Desta forma, concluiu o homem que tudo havia se resolvido, ou não, o ladrão poderia voltar no dia seguinte. E se isso acontecesse, pensou o homem, era preciso estar preparado para o pior.

11 de agosto - DIA DO ESTUDANTE

Num certo dia, em um certo ano, há muito tempo, acompanhávamos as comemorações do dia das mães, então alguém, saindo do nada, gritou: ''hipócritas, todos os dias são dias das mães''. O que não deixa de estar errado. Então, passado algum tempo, outro alguém disse: ''todos os dias pertencem aos estudantes''. Naquele momento acreditei que esta era uma questão um tanto quanto precipitada, pois nas férias esta expressão não lhe deve caber, mas enfim. A impressão que a gente tem é que todo dia é Dia do Estudante. As férias sempre parecem curtas, e estudar é acordar cedo todos os dias, para alguns, para outros, dormir até as dez horas da manhã, para depois massacrar os professores na parte da tarde, para outros, estudar a noite, sair mais cedo para namorar, ou frequentar o tal barzinho que sempre está aberto num ponto estratégico, perto de um colégio, de uma faculdade, de uma instituição de ensino. Estudar é fazer as tarefas de casa, rever as lições, estudar para a prova... Não tem fim! Esta é a vida do estudante, que para alguns, é mais que um trabalho.
Mas ser estudante não é somente cumprir a tal rotina da escola, da faculdade, do curso técnico, enfim, não se deve parar por aí. Ser estudante é crescer para se tornar uma pessoa completa. É exercitar sua cidadania, aprender a conhecer o mundo e as pessoas, contribuir para se compreender e modificar a realidade.
Embora o estudante tenha vários dias para atribuir suas funções no tempo destinado a ele, existe um dia que o estudante recebe uma homenagem especial. O dia 11 de agosto.
No dia 11 de agosto do ano de 1827, o imperador dom Pedro I assinou um decreto imperial, que criava dois cursos de direito no Brasil. Um em Olinda (PE) e o outro em São Paulo (SP). As duas escolas tornaram-se muito importantes, formando gerações de juristas, intelectuais e políticos brasileiros. A faculdade de Olinda foi instalada no Mosteiro de São Bento, e depois transferida para o palácio dos Governadores. A faculdade de direito de São Paulo nasceu no Convento de São Francisco, um edifício de taipa construído no século 17. As duas foram inauguradas com honras, presenças ilustres, e tiros de artilharia.
As comemorações tinham razão de ser. Antes disso, não existiam faculdades no Brasil. Para fazer um curso superior, o aluno tinha que ter posses e viajar até a Europa. Estudava em Portugal, ou então na França, e voltava para o Brasil depois de formado. Cem anos depois da criação dos cursos jurídicos no Brasil, no dia 11 de agosto de 1927, a data passou a homenagear todos os estudantes.
Estudar é observar, é ensaiar, memorizar, usar a inteligência, exercitar-se, pensar, conhecer, analisar. Também é se conhecer melhor. Muitos estudantes hoje honram esta premissa, enquanto que alguns... Alguns... Alguns... Não sei por qual motivo alguns ainda são chamados de estudantes; isto pode manchar a honra daqueles que estudam.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

9 de agosto - Nagasaki


Em 1945 a bomba atômica foi testada. Até então. imaginava-se o poder que ela tinha, mas ninguém ainda tinha visto na prática como era. Fora lançada em 6 de agosto na cidade de Hiroshima, e no dia 9 de agosto, em Nagasaki. Estima-se que mais de 200 mil vidas foram perdidas, resultado de um ataque que muitos apelidam de genocídio. E tudo aconteceu por que os Estados Unidos decidiram, em 1945, acabar definitivamente com o conflito iniciado com o Japão. Queriam ao que tudo indica, vingar o ataque a base de Pearl Harbor, cometido pelos japoneses em dezembro de 1941. Pela primeira vez na história da humanidade o ser humano possuía uma arma capaz de causar um nível de destruição nunca antes visto. No fatídico dia 6 de Agosto de 1945 a bomba atômica chamada de “Little Boy” caiu sobre Hiroshima e três dias depois foi a vez de Nagasaki. Arrasado, o Japão se rendeu alguns dias depois. Também, pudera, não tinham mais como continuar, era pra se render mesmo. Derrubando dois prédios nos EUA, em 2001, já serviu para eles ficarem com um medo desgraçado, e começarem duas ''guerras contra o terror'', como eles gostam de falar; imagine destruindo duas cidades inteiras como eles fizeram com o Japão?

Enfim, hoje, ao ligar a televisão, ouvi de imediato palavras cretinas de uma repórter que anunciava sua matéria, sorrindo: ''hoje é o aniversário da queda da bomba atômica no Japão, os japoneses comemoraram esta dada fazendo uma cerimônia religiosa em referência aos mortos''. Cada vez mais estou formando minha opinião em relação aos jornalistas, mas isto não vem ao caso agora. ANIVERSÁRIO? JAPONESES COMEMORANDO? Pelo amor, vai deitar na radiação guria...

FIM, as férias acabaram - bem vindo ao lar EU MESMO

Há um mês atrás eu queria viajar. Como não tinha dinheiro fiquei trancado por dois dias dentro do meu quarto e decidi que iria voltar a ser mochileiro, como nos velhos tempos. Eu não tenho mais a mesma idade que tinha há 14 anos atrás, quando andei por metade do país com quase nada de dinheiro no bolso, mas, ainda tenho vontade de viajar e conhecer lugares onde nunca estive. Ser mochileiro é conseguir carona, em alguns momentos andar a pé, e por fim tomar um ônibus ou trem; isto quando o tempo não mais lhe ajuda na missão. Ao ver que o destino final não cabe mais nos dias que lhe sobraram na manga. Ser mochileiro é comer o suficiente para o corpo não padecer, escapar do frio, passar calor, passar medo, ter confiança, significa se abster de luxos turísticos, evitar restaurantes feitos para turistas, hoteis, e vivenciar mais do que nunca a cultura local. Por isso um mochileiro não evita os livros. Sempre está lendo algo relacionado aos lugares que está passando. Conversa e interage com as pessoas que ali vivem, fotografa, ouve histórias, e tenta entender um pouco aquele novo mundo. Na minha parca opinião, isto é mochilar, isto é construir sua própria aventura dentro de suas limitações.
Isto não quer dizer que alguém consiga viajar desta forma sem ter um centavo no bolso, não é isso, o dinheiro é necessário nos piores momentos da viagem, afinal, estamos num mundo capitalista.
Por fim, eu voltei; trouxe algumas fotos, uma coriza que tende a parar, a razão para voltar a rotina, e a saudade daquilo que vivi em poucos dias...

domingo, 25 de julho de 2010

OS TAILANDESES e o ELEFANTE pintado de urso PANDA

Eu já estava quase indo dormir, quando então me deparei com esta imagem. Alguma coisa me chamou atenção naquele gigante pintado de branco, então resolvi investigar do que se tratava. Num primeiro momento dei algumas risadas, mas depois me coloquei na pele do gigante gordo. Seria muito chato ser pintado de alguma coisa para parecer o que não somos, que me perdoem os palhaços e aqueles caras pintadas que pularam no tempo das diretas já, foi mal.

A imagem foi retirada do G1 O Portal de Notícias da Globo - São Paulo - vinculada na data de 26/06/09 - 13h44. Há um ano atrás. Encontrei também em vários outros portais, mas aparentemente a origem é do G1. Foto: Reuters (Elefantes pintados como pandas se apresentam para crianças em Bangcoc, capital da Tailândia).

A notícia em questão mostra elefantes, pintados como pandas, para animar um público; neste caso, um tanto quanto infantil. A intenção é causar maior interesse em relação aos elefantes, símbolo nacional, tendo em vista que os ursos pandas são mais cobiçados em Bangcoc.

Essa é pra acabar...

Banco se desculpa por exigir digitais de homem sem braços

O Bank of America ofereceu nesta quinta-feira um pedido de desculpas públicas após exigir que um homem sem braços se identificasse mediante suas impressões digitais. O homem, identificado como Steve Valdez, foi a uma filial do banco para descontar um cheque de sua esposa. A atendente do caixa teria informado que uma pessoa que não tinha conta no banco tinha que fornecer suas impressões digitais para realizar a operação. "Evidentemente, se não se tem braços não se pode fornecer impressões digitais", disse Valdez ao diário St. Petersburg Times. O homem de 54 anos, que nasceu sem braços e usa próteses em ambas as extremidades, não pôde convencer a operadora do caixa, apesar de mostrar dois documentos com sua fotografia. Sua decisão foi respaldada por um supervisor imediato que informou a Valdez que o problema se resolvia abrindo uma conta, ou se sua esposa fosse pessoalmente para efetivar o cheque. Valdez disse que decidiu abandonar a filial depois do supervisor lhe dizer que só estava aplicando a política do banco. "Fiquei arrasado. Esta é a primeira vez que ocorre algo assim", disse Valdez ao diário que não informou quando ocorreu o incidente. Enfim, é pra acabar e chutar o balde na cabeça do cidadão. Nossa, que raiva disso tudo.

O CONE - capítulo 2

Sem saber para onde estava indo, o homem apenas caminhou com lentidão pela passarela pública. Ao chegar na esquina olhou para os lados e não viu ninguém conhecido. Encarou a farmácia do outro lado da rua, e para lá seguiu. Ao chegar na frente da porta de entrada da drogaria, não entrou. Parou por ali mesmo e ficou contemplando as pessoas que caminhavam para destinos desconhecidos.

Conhecido no lugar, um dos funcionários da farmácia mexeu com ele.

_ Senhor Bruno, por que não entra? Não vai fazer compras hoje?

_ Não, hoje não, estou esperando uma pessoa e ela não tarda para chegar. O tempo é muito lento quando a gente espera sozinho por uma pessoa, mas quando esperamos junto de outra pessoa, ele urge.

_ Sábias palavras. Tem lido muito?

_ Não leio um livro há mais de 12 anos, desde que terminei meu último curso de culinária. Não sei nem o que estou falando enquanto espero.

Confessou.

_ Por que ficas parado sempre no mesmo lugar seu Bruno?_ indagou o gari.

_ Estou tentando ajudar certas mulheres descuidadas.

_ Tem muitas mulheres descuidadas por aqui?

_ Por aqui não, mas elas passam por aqui, isto é um problema. Passam, deixam suas coisas e vão embora. O mundo não é perfeito para estas pessoas.

Um cliente entra na loja, passando pelos dois homens.

_ Que horrível. Bem, eu vou continuar trabalhando. Assim que encontrar algo que elas possam ter deixado cair, eu vou recolher.

_ Mentira. Já vi você quase passar por cima destes objetos e não recolher, mas vou levar seu comentário em consideração._ disse Bruno deixando o suspense no ar.

Com o passar dos dias Bruno foi recebendo olhares de desaprovação para com suas atitudes. Alguns começaram a encontrar nele um maníaco ‘’esperador’’ de mulheres na esquina da farmácia. Outros viram naquele ser humano aparentemente inofensivo um ladrão oculto da cidade. Falácias por falácias nunca ninguém conseguiu pegá-lo em flagrante em qualquer ocasião, o que lhe deixara livre de todas as acusações.

PLAYBOY de Portugal...

A versão portuguesa da revista "Playboy" perdeu sua licença e terá que fechar as portas após publicar um ensaio que chocou o mundo todo com uma homenagem ao escritor José Saramago, que morreu no dia 18 de junho. O ensaio onde os tais portugueses acreditaram estar homenageando José Saramago, coloca a imagem de Jesus Cristo, representado por um modelo, ao lado de moças seminuas em poses provocantes. Segundo a revista, a ideia era recriar uma das obras mais importantes de Saramago, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo", como um pornô leve. LEVE? Pornô leve???? Envolvendo Jesus Cristo????? Enfim, depois não querem que a gente faça piada deles. A Playboy Enterprises, que controla os direitos da marca no mundo todo, anunciou em comunicado enviado à imprensa hoje, que a filial portuguesa vai perder sua licença e terá que fechar as portas. A capa foi aprovada sabe lá Deus como, mas enfim, acabou a playboy portuguesa, acabaram os padrões estranhos do tal ''pornô leve'', enfim... Que Deus tenha piedade de todos eles, daqueles que leram esta notícia, e de mim; que aqui citei o acontecido.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A GARRAFA e o medidor de ENERGIA

Não mais que um ano atrás recebi uma crítica de um dos meus dois leitores dizendo que eu só colocava notícia ruim neste blog. A partir de então parei um pouco de contar problemas alheios baseados em desgraça pouca e comecei a procurar por coisas que não remetiam à morte, tiros, injustiças e coisas do gênero. Confesso que tive muito problema para encontrar coisas diferentes das citadas acima, considerando que a imprensa é uma apaixonada por sangue, tristeza e coisa ruim. Por qual motivo isso acontece? Todos nós sabemos, é o que dá audiência e vendas elevadas, ou seja, é puro capitalismo, não há como fugir disso.
Na última semana, novamente um dos meus dois leitores entrou em contato comigo por e-mail, desta vez para dizer que eu estava pegando muito leve em meus comentários. Que eu ''não podia ficar alheio a tanta desgraça acontecendo no mundo'', palavras do e-mail, enfim, confesso que não sei bem o que comentar a partir de então. Depois de muita reflexão decidi comentar o que me der vontade, seja bom ou ruim, inútil ou interessante até demais, utilizarei este espaço para apontar o meu olhar sobre as coisas que acontecem no mundo onde vivo. Desta forma, ao voltar pra casa passei a observar a vizinhança a procura de algo que não fosse tão violento, e não fosse tão pacífico, ou seja, que fosse apenas um texto construído a partir do meu ponto de vista. Eis que em cima do medidor de luz, da casa de madeira que está instalada no terreno de esquina, encontrei a solução para tal problema.
Quem foi que inventou a crença que uma garrafa pet, cheia de água, colocada em cima do medidor de energia, reduz a cota de consumo elétrico daquela residência? Procurei pela resposta e encontrei algumas tão absurdas, que não valem a pena serem registradas neste espaço, desta forma, descreverei àquela que me pareceu mais próxima da vizinhança que me rodeia.
Tal ideia de colocar uma garrafa com água em cima do medidor de energia elétrica teria começado devido a um adultério. Uma mulher, que não se sabe quem, traía o marido. Traía muito. Então, para avisar ao amante que o marido estava em casa, ela colocava uma garrafa pet em cima do medidor de energia. Como bons vizinhos curiosos que esta mulher tinha, um deles resolveu perguntar a razão daquela garrafa estar em cima do medidor. E ela, por sua vez, como uma boa adúltera respondeu dizendo que era daquela forma que ela economizava energia. Estava feito, ninguém ficou sabendo que ela traía, e todo mundo acreditou que uma garrafa pet cheia de água em cima do medidor reduzia um monte a conta de energia elétrica. Como este país é muito pequeno, a história da garrafa caiu na boca do povo, e hoje em dia, tem até índio, da reserva de Pantomirim, no Acre, colocando garrafa pet em cima do medidor de energia... Pra ver se reduz um pouco a conta.

ENCONTRO com as EXPLOSÕES


Desde o problema ocorrido com minha pessoa durante a exibição de Toy Story 3, eu não ia mais ao cinema, pois então, recebi o convite para assistir ao filme ENCONTRO EXPLOSIVO, com Tom Cruise e Cameron Diaz. Aceitei com uma condição, que eu pudesse me acomodar na última poltrona do último lado, da última sala de cinema, durante o último horário da noite, para evitar ao máximo este contato com os chamados ''seres estragadores de filmes dos outros''.
Proposta aceita, lá fui eu. Como é de costume, quem se acomodou nas poltronas do meio do cinema não conseguiu assistir nada de interessante, por outro lado eu consegui ver algumas cenas de ação, graças ao Deus da sétima arte.
Antes de me deslocar de casa até a sala de cinema, eu li algumas críticas a respeito do filme. Confesso que fiquei decepcionado com os críticos de um modo geral. Meu Deus, o filme não é tão ruim quanto estão dizendo que é. As cenas de ação são até bem feitas, pelo menos na minha concepção, agora, destruir o filme, falando mal do roteiro, da direção, dos atores, das cenas de ação e de tudo que se passa na tela, como estão fazendo, tenha paciência. Este tipo de gente deve ter algum problema com o cinema de ação como entretenimento neste país.
Talvez os críticos de hoje em dia querem que os filmes lhes apresentem momentos de inteligência múltipla, descontração na medida exata que eles profetizam antes do filme, e atores semi deuses atuando na película. Quando este tipo de filme é feito, ele não vende. E cinema hoje é comércio, é indústria, é venda. Enfim. Este filme em particular não é um filme que vai mudar sua vida. Não vai mudar a sua forma de ver as coisas de um segundo para o outro, mas na minha concepção não é um filme ruim.
Sei que minha opinião não vale muito no meio dos chamados ''cinéfilos profissionais'' se é que estes humanos que apenas assistem filmes, como eu assisto, podem ser profissionais por falarem mal de alguma coisa. Acredito cada vez na ideia da inversão de opiniões, a maioria dos críticos são assim, não todos, mas a maioria deles sentem o momento do público antes de escreverem suas resenhas e textos cheios de parâmetros e análises técnicas do filme. Tem crítico que sabe até a idade do segundo câmera da produção tal, só pra falar que a câmera tremeu por que o cara tem algum problema ligado a tremedeira da mão. Nunca pode ter sido uma intenção direta do diretor. Enfim, como eu dizia, a maioria dos críticos mostra de forma perceptível como trabalham seus textos, por exemplo, se o filme é sucesso de público, para eles não vale nada. O filme é fraco, não tem elenco, não tem uma boa história, enfim, o filme é uma porcaria, remetendo mais do que nunca a este público que também se torna uma porcaria por assumir que gosta de tal produção. Agora, se o público odeia e rejeita o filme, nossa, o filme é maravilhoso, dizem os críticos, tem um bom elenco, tem uma boa direção, tem tudo de bom, mas o público não entendo isso, por que a mentalidade do público ainda não consegue alcançar tais ideias.
É estranha esta forma de pensar, pois coloca-os num patamar superior à grande massa de apaixonados por cinema, a todos os cinéfilos de plantão, e o povão consumidor de cinema em geral.
Como dizia um cara que conheci fazendo produções amadoras em vídeo, ''odeio críticos, por que eles criticam tudo''. Por fim, lembro-me das palavras de um amigo cineasta, pronunciadas logo que ele terminou sua quinta produção, cuja crítica arrebentou com ele, mesmo o público gostando da história que ele estava contando na tela:
''Podem falar o que quiser, que eu sou comercial e faço isso para ganhar dinheiro, faço mesmo, eu preciso pagar minhas contas, eles não vem aqui pagar pra mim. Críticos pra mim são a dona de casa, a lavadeira, o pedreiro, o cara que gosta de um bom filme, se eles assistirem e gostarem, é isso que tá valendo, só aí, já ganhei o meu dia''.
Se um dos meus dois leitores procuram um filme para passar o tempo, assistir uma boa trama de ação, com explosões, comédia, correria e momentos de adrenalina, ENCONTRO EXPLOSIVO é um bom filme pra ver... Boa diversão.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O CASO BRUNO.................

O problema no caso do goleiro Bruno, até pouco tempo jogador famoso por suas defesas, é a imprensa. Se os repórteres não ficassem em cima de tudo que é dito, e a imprensa não publicasse tudo que é falado e pensado sobre este assunto, deixando assim a polícia trabalhar em paz, e a justiça ser feita sem os índices de audiência; com certeza passaríamos ao longe das especulações.
Da forma como a coisa está indo, o espetáculo dos horrores ainda vai continuar por um bom tempo. Inocente ou culpado? Ninguém sabe, nem a imprensa que já acusou e inocentou tanta gente, sem saber o que estavam dizendo.
Gosto das ações realizadas pela Polícia Federal. Eles atuam em silêncio, buscam todas as provas possíveis e por fim descobrem os fatos. A imprensa só fica sabendo depois que tudo terminou, então você vê a reportagem no jornal: tantos políticos são presos na operação Jaguar. Ou então, operação pente fino leva tantos pra cadeia. Ou ainda, operação brasília prende culpado dentro de um fusca. Isto é investigar, comprovar, e prender. Se vai ficar preso ou não, daí já é outro departamento. O que vemos neste caso do goleiro é uma onda de depoimentos estranhos, contraditórios, falácias e mais falácias. Gente culpando gente que a gente ainda nem sabe o nome. Nossa, quanta gente numa única frase, imagine num caso como este, onde tem muita gente no Brasil comentando. É gente pra caramba.
Enfim, sei que este comentário não vai mudar nada a respeito do que está acontecendo; e a imprensa vai continuar brigando pela audiência deste caso. Mas, como todos procuram um culpado pra tudo isto que está acontecendo e sendo falado 24 horas por dia, eu aponto meu culpado, a especulação da imprensa.

domingo, 18 de julho de 2010

SALÁRIO BASE


Recentemente uma questão antiga voltou à tona: mulheres ganham menos que os homens e trabalham mais, detalhe; estando elas, na mesma função. Acredito que este tipo de pesquisa seja feito com cinquenta pessoas em todo o Brasil, dai então utilizam a tal ''amostragem'' para dizer que todos os demais 190 milhões de brasileiros agem da mesma maneira... balela.
Todas as mulheres que trabalham comigo, ganham o dobro que eu, algumas o triplo, e trabalham algumas horas a menos que a minha pessoa. Isto se dá por qual motivo?
a) eu sou homem
b) eu sou feio
c) eu não sou um bom profissional
d) minhas pernas são horríveis
e) eu não uso decote
Muitos irão me acusar de machista, não concordo, não por isso. Até por que se eu fosse machista necessariamente teria que interessar por homens, mas como me interesso por mulheres, posso ser considerado um feminista.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Morre o quadrinista Harvey Pekar



O quadrinista Harvey Pekar, conhecido pela sua emblemática série de HQs batizada de American Splendor, morreu em Cleveland, nos Estados Unidos. O corpo do artista foi achado por sua mulher pouco após à 1h da manhã desta segunda-feira, dia 12 de julho. Ainda não se sabe a causa do falecimento. A vida de Pekar chegou aos cinemas em 2003 com o filme Anti-Herói Americano. O ator Paul Giamatti interpretou o quadrinista, conhecido por sua perspectiva ácida e irônica sobre o dia-a-dia do "americano médio". No Brasil, parte de sua obra pode ser lida na edição Bob & Harv - Dois Anti-heróis Americanos, da editora Conrad. Com a morte de Pekar, o mundo dos quadrinhos perde um grande porta-voz do senso crítico.

ESPANHA, alcunha, Fúria

Não há o que comentar a respeito do jogo que todo o planeta viu. Destaque negativo para o pé laranja no peito do espanhol, destaque positivo para o choro do goleiro espanhol na hora do gol e voltando para os pontos negativos, aponto para o técnico holandês tirando a medalha de prata antes de pisar no primeiro degrau da escada que o levaria de volta ao gramado. Atitude louvável ou um prelúdio de corredor polonês, neste caso holandês, pode ser encarado como ponto positivo também o cumprimento dos jogadores que ficaram em segundo lugar, para com os jogadores que ficaram em primeiro lugar. De resto, que jogo feio para uma final de copa do mundo, isto prova que aqueles dois times não eram os melhores entre as 32 seleções. Por fim... Terceiro vice da Holanda, parabéns.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O CONE - capítulo 1


Bruno acordou com o canto dos pássaros, há muito tempo não ouvia mais o despertador tocar. Sentou na cama e olhou ao redor. Não havia nada para contemplar, a não ser uma velha panela de alumínio jogada no canto do cômodo. Levantou lentamente e atravessou o corredor da casa. Entrou na cozinha, apoiou suas mãos na pia, baixou a cabeça e vomitou todo o líquido que havia consumido uma hora antes. O suco gástrico se misturara com a bebida quente que havia ingerido durante a refeição. Ainda apoiado na pia, esticou a mão na intenção de encontrar uma toalha. Sua mão percorreu o vazio e encontrou algo consistente. O objeto tinha forma e era conhecido de qualquer pessoa que estivesse com os olhos abertos naquele momento. Bruno encontrou a toalha, limpou o rosto e encarou o cone, parado ao seu lado, dentro do banheiro.
''De onde saíra aquele cone? Quem trouxera até ali? Por que ele estava ali? Realmente era um mistério. O rapaz não pensou duas vezes, agarrou o cone e o levou para a sala. Logo que entrou na sala de televisão de sua casa, sentiu seus pés tocarem em algo. Com dificuldade olhou para baixo e viu outro cone. E ao lado deste, outro. E outro, e outro, e outro.
Resolveu empilhar tudo num dos cantos do sala.
_ 325 cones, eu não acredito, é muita coisa._ disse o rapaz._ De onde saiu tudo isso? Quem trouxe até aqui?_ perguntava para si mesmo.
Na intenção de encontrar a origem de tudo aquilo, penteou o cabelo, escovou os dentes com o dedo e um pouco de creme dental sobre a pele, e saiu pela porta dos fundos de sua própria casa. Antes que trancasse a fechadura avistou um crânio humano no quintal. Correu até a ossada e a abraçou. Olhou para os lados e não viu ninguém. Aparentando ser íntimo do osso recolhido, abraçou a caveira e caminhou até a caixa de correio. Guardou a caveira dentro do recipiente de cartas, e seguiu seu caminho, andando pela calçada da rua, rumo ao horizonte.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O menino e o CONE


Ele se aproximou, olhou para os lados, viu que não tinha ninguém a vista, e correu para junto do cone. Os cones estavam colocados na rua com o objetivo de fazer os carros frearem quando atingissem aquele ponto do asfalto, devido a uma reforma que ocorria no supermercado instalado naquele lugar. Mas... Mesmo que os cones estivessem ali provocando um grande serviço para a cidade como um todo, ele não descansaria. Visando um dos cones, ele correu para o lugar, segurou um dos objetos na mão e saiu correndo. Fugiu, roubou o cone, melhor dizendo. Passou correndo pela minha pessoa e olhou para o chão, talvez na intenção que eu ignorasse o fato.
Um cone, um menino, que nem imagino como se chama, roubou um cone. O que leva uma pessoa a roubar um cone? Não sei informar, talvez para balizar alguma coisa na garagem de sua casa, sinalizar algo na calçada, direcionar o caminho do banheiro para os irmãos que muito cedo acordam e não se localizam direito dentro da própria residência? Não sei, de verdade, não sei o que dizer. Talvez tenha sido somente um roubo de um cone, como de fato foi, mas pra quê? Eis aí, um dos grandes mistérios da rua onde moro.
Devido a este mistério, que não fui atrás para ver onde tal façanha acabaria, começo a partir de agora escrever uma série de capítulos, na intenção de dar sequência a esta saga do submundo podre onde vivem os ladrões de cone.
No próximo post, que meus dois leitores não percam, o início da meu novo livro de suspense:
O CONE. Escritos aqui mesmo, página a página, capítulo a capítulo e postados sem cortes, sem dó nem piedade.

O QUE VALE É A MENSAGEM...


Eu não acredito em quase nada que recebo por e-mail, a não ser mensagens pessoais. Assim como não acredito em tudo que leio, alguns me acusam de ser o verdadeiro São Tomé, mas sempre me lembro que embora meu nome também termine com o e acompanhado de um acento agudo, meu nome não é este. Enfim, este e-mail recebi no último minuto, verdade ou mentira, invenção ou cópia, não estou a fim de discutir isso neste momento, vou postar aqui por que a indignação contida nas palavras desta tal professora refletem a minha realidade...
Ao que informa o conteúdo do e-mail, esta carta foi escrita por uma suposta professora, cujo nome não é informado, direcionada a uma revista muito conhecida que circula em nosso país, devido a uma reportagem que este meio de comunicação teria publicado. Repito o que eu já disse, verdade ou mentira, o que vale é a mensagem...

''Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.

Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem cont ra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.

Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.

Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até à passeios interessantes, planejados, minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 m.de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma cha nce de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.

Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo

Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente!!!

Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas''.

domingo, 4 de julho de 2010

PATRIOTISMO de meia Tigela

Todos os anos quando o mês de dezembro se aproxima, inúmeras famílias procuram pela árvore de natal, guardada em algum lugar no fundo do guarda roupa, num baú velho, ou em algum canto da garagem, sotão, porão, enfim, qualquer local que não atrapalhasse os movimentos dos demais objetos durante os outros dias e meses do ano. Uma vez com a árvore na mão, é hora de montar o enfeite. As vezes as crianças ajudam, em outros lugares só os adultos montam, enfim, assim a tradição é mantida. O natal se aproxima, muitos não tem o que comer, outros tem o que comer na ceia, uma multidão não tem família pra abraçar, e uma galera fica com seus familiares, em muitos casos, brigando e discutindo, é claro, caso contrário, não seria família. Deve ser por isso que desejamos tanta paz no período do natal. Mas, enfim...
Assim como a árvore de natal é montada somente no natal, somente no período da copa do mundo, o povo brasileiro em geral lembra que este país tem uma bandeira, e ela é verde e amarela. Enquanto a seleção brasileira de futebol está jogando e fazendo gols, muitos expõe a bandeira do Brasil com todo orgulho do mundo em suas janelas, seus carros, suas roupas, como verdadeiros patriotas, mas, então vem a decepção para o mundo e a seleção perde o jogo. É eliminada da copa do mundo de futebol, oh meu Deus! E agora? O que será de nossas vidas? Estamos mortos? Não, é só um jogo de futebol. Mas, neste momento, muitos não se importam com isso, e então, este país não existe mais, muito menos sua bandeira. Em menos de 48 horas depois da derrota, 90% das casas e carros não tinham mais bandeiras do Brasil. As lixeiras dos prédios que cercam o casebre onde moro, estavam repletas de bandeiras que foram simplesmente destruídas, amassadas, rasgadas, queimadas e jogadas fora. Ou seja, devemos constatar numa simples observação que quase ninguém ama este país, o que amam é a seleção brasileira. Caso esta mesma seleção brasileira decepcione num jogo de futebol, a bandeira não presta mais. E, por incrível que pareça, não há mais razão para que eu segure esta bandeira na minha mão, ou seja, agora, eu sinto vergonha de ter uma bandeira do Brasil na minha janela, ou no carro, ou na minha roupa.
É estranho ver as coisas desta forma, mas é o que vi no bairro onde moro, e continuo vendo todos os dias. Não posso falar pelo resto do país, mas em volta de mim as coisas estão acontecendo desta forma. Se todos os brasileiros se importassem com a política deste país, da mesma forma que se importam com um campeonato de futebol mundial, com certeza teríamos um país mais justo para viver; com menos impostos, mais saúde e mais educação. Se todos os brasileiros se importassem com os problemas sociais que temos neste país, da mesma forma que se importam com um jogo de futebol, sem dúvida alguma, teríamos muitos motivos para nunca reclamar deste lugar.
É triste dizer, mas, neste país, para agradar o povo e fazê-lo esquecer de todos os seus problemas, realize um jogo de futebol... Para provocar uma guerra e fazê-lo ficar revoltado, corte e não realize mais os campeonatos de futebol. Salve os romanos que criaram a política do pão e circo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Tof Stok 3

Acabei de chegar do cinema, fui ver Toy Story 3. Em minha parca opinião eu poderia dizer coisas maravilhosas a respeito do filme, porque de fato gostei muito. É muito bem feito, tem emoção, tem humor, tem um roteiro excepcional, vale a pena ver; mas, por outro lado, tem as pessoas que insistem em estragar os bons momentos de nossas vidas.
Primeiramente entrei num cinema que vende poltronas numeradas, ou seja, qualquer imbecil da cabeça redonda sabe que se comprou um ingresso com o número 215, e um detalhe, o próprio cretino escolhe este número quando está na bilheteria comprando o ingresso, ao entrar na sala de cinema, onde estão as poltronas, o desgraçado deverá procurar a poltrona que ele alugou pelo período do filme, ou seja, a 215, e ali se acomodar, mas não, parece que a burrice impera pelos milênios, e esta ameba insiste em tomar o lugar de outra pessoa. Neste caso a anta sentou na poltrona 312. Tudo bem que alguns irão defender o doente dizendo que 215 é muito parecido com 312, mas eu não concordo, pra mim, este micróbio não deveria nem estar ali. Isto causa um constrangimento para quem está chegando e precisa pedir para o ogro sair do lugar dele, para que outros possam se acomodar. Desta forma fica aquela andança que incomoda a todos que querem ver ao filme em silêncio.
O silêncio, que bom que me lembrei dele. As mulheres, como falam as mulheres. Homens também falam, mas as mulheres que se acomodam perto da gente na sala de cinema, parece que falam mais do que qualquer coisa. Em Toy Story 3 eu perdi metade das falas do Woody, por que a vaca de seios atrás de mim ficou contando uma desavença que ela teve com um namorado corno que ela chifrava. Eu não paguei um ingresso para ouvir porcarias e problemas alheios, mas a vaquinha insistia em falar, e falar, e falar, e falar; eu não aguentava mais pedir para ela fechar a boca, e todos em volta também pediam, mas não adiantava. Não sei por qual motivo agora economizam e não colocam mais lanterninhas armados nos cinemas como era antigamente; que saudade do tempo dos coroneis.
Fora a falação, os pés chutando minhas costas, pessoas levantando o tempo todo, ainda tem as crianças, ah, que vontade de esganar aquelas crianças. Elas se animam e gritam, falam, gesticulam, pulam, incomodam, de fato incomodam muito. E nestas horas que estão incomodando não existe um pai, ou uma mãe, para abrir a maldita boca e falar para seu filho parar com aquilo. Quer provocar uma reação do pai deste feto que anda e fala, então toque um dedo na criança, eles aparecerão rapidinho.
No final das contas o filme é maravilhoso. O pouco que entendi me fez criar uma vontade maluca de alugar o dvd, quando estiver disponível na locadora, e assistir novamente, desta vem em casa, longe daquele bando de selvagens chamados de seres humanos consumistas. Seres que insistem em sair de casa e ir até um cinema incomodar a vida do outro. E há quem diga que o cinema é público, eles pagaram, tem o direito de assistir ao filme; assistir, não incomodar e passar dos limites.
Enfim, o mundo seria bem melhor se estes ríspidos seres humanos estúpidos e mal educados fossem substituídos pelos brinquedos de Toy Story, pelo menos os brinquedos na tela tem sentimentos um para com o outro, respeitam o próximo e não são tão debiloides quanto a maioria que nos rodeia.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A QUINTA ESSÊNCIA - segunda parte concluída

No dia 24 de junho de 2010, ou seja, hoje, concluí as filmagens da segunda parte do filme digital que estou produzindo e dirigindo, intitulado A QUINTA ESSÊNCIA. A produção transcorreu sem maiores problemas, devido à paixão de todos os envolvidos no projeto. A primeira parte fora concluída no início deste ano de 2010 e agora encerramos a segunda parte do longa metragem. O resultado se concretizará com a finalização da terceira parte, agendado para o segundo semestre deste ano.
Antes de qualquer coisa deixo aqui meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que de uma forma ou de outra contribuíram, e ainda estão contribuindo para a realização deste filme digital.
Obrigado.

domingo, 20 de junho de 2010

''O BIGATÃO''

Existia uma menina muito feliz, feliz mesmo, feliz pra caramba, mas um dia, ela resolveu que iria se casar com um bigato. Ela namorou o bigato e casou com aquele bigato. No princípio Deus fez a luz, mas depois de um tempo a copel começou a cobrar por esta obra. Na casa da menina e do bigato tudo parecia belo, quando do nada. De um segundo para outro, a menina resolveu absorver coisas daquele bendito bigato gosmento, e virou uma cobrinha, a cobrinha e o bigato; um belo casal, pelo ponto de vista da mãe natureza.
Hoje, milhares de dias depois daquilo, a família humana da menina ainda chora a perda de uma bela estrutura óssea para o mundo das coisas sem ossos. Se o grande gênio de Kafka permitiu uma metamorfose antes dos idos de 1983, não podemos ser nós, meros portadores de cérebros, que iremos dizer não. O mundo é tão bonito, que as vezes tenho vergonha de ser da mesma raça daqueles que o destroem.

Este texto faz referência a um fato sem explicação, por isso ele não tem entendimento concreto daquilo que é explicável. Senti no coração que alguma coisa deveria ser dita, e foi, estou mais leve e feliz agora... Obrigado novamente ao Deus da internet que me permite tais coisas.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

COPA DO MUNDO DE futebol...

Ninguém nas escolas, ninguém nas empresas, ninguém em lugares que não havia televisão. É claro que alguns rebeldes deram o grito e ficaram em lugares que não tinha qualquer tipo de comunicação com o mundo, mas a grande maioria ficou vendo o jogo ridículo apresentado pela chamada seleção brasileira de futebol. E o pior, teve gente comemorando na rua depois do jogo... É claro que isso se dá devido a combinação estratégica de cerveja com futebol, por sinal, muito lucrativo para as fábricas de bebidas alcoólicas.
Quando eu disse que ninguém estava nas escolas ou empresas, fui um tanto radical com esta afirmação, pois muitos insistiram em ficar onde estavam, por isso muitas escolas funcionaram e muitas empresas produziram. Talvez seja por isso que o preço do petróleo subiu no mundo inteiro e quase ninguém percebeu...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

LUTO - em nome de Dona Ermínia.

BICHO esquisito que SEGURA o volante. Mais uma mulher foi atropelada enquanto atravessava a rua, andando sobre a faixa de pedestre. Então nestes momentos estranhos de nossas vidas, pergunto, por que o filho de cruz credo que dirigia o carro não parou o automóvel quando viu a senhora na faixa? Talvez porque ele nunca tenha estudado nada sobre trânsito na sua vida, e sem dúvida, por que ele se acha o certo, por estar atrás de um volante, enquanto pessoas tentam atravessar a rua usando a faixa de pedestre. Já tentaram de tudo, multa, semáforo, guarda, e sempre tem um monstro verde musgo que insiste em dizer que o pedestre está errado.
Sem querer ser radical, e já sendo um pouquinho, talvez a solução viesse se o carro deste motorista fosse preso, assim como o próprio fosse espancado pela população, o carro fosse queimado na frente dele, e para finalizar ele fosse colocado numa faixa de pedestre para ser atropelado pela família da vítima. É claro que isso não ia aliviar a dor dos parentes que perderam um familiar por estar dentro da lei, enquanto o outro que estava fora da lei, matou e continue matando sem que nada seja feito; mas com certeza ia dar um sustinho neste ridículo que não respeita pedestre que anda na faixa e fura sinal vermelho.
A mulher atropelada na foto não tinha o mesmo sangue que eu, mas eu a considerava mais que alguém da minha família. Onde quer que esteja agora, esteja com Deus. O homem fugiu, então, onde quer que esteja agora, por favor, não mate mais ninguém pelo resto de sua vida, que ainda deve se prolongar bastante neste mundo...