''Quando acertamos ninguém se lembra, quando erramos ninguém se esquece''

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

INDICADOS AO OSCAR 2011 e um DESABAFO a respeito do MINISTÉRIO DA CULTURA

Mais uma bola fora dos ''geniais'' mestres brasileiros do cinema, porcaria, é por isso que este tal de Ministério da Cultura está afundando o cinema brasileiro; agora talvez seja bom para aqueles que dividem um lugar a mesa com os políticos da chamada Cultura, digo isso, devido ao exagerado número de artistas que participaram da campanha de Dilma para Presidenta do Brasil. Coinscidentemente, quase todos tem aparecido na Rede Globo de televisão, que coisa. E tem gente dizendo ainda: ''o cinema brasileiro está numa fase maravilhosa''. Ridículo. Esta frase fora dita por um diretor brasileiro, ontem, no festival de cinema que está acontecendo na cidade mineira de Tiradentes. O cara demorou cinco anos pra fazer um filme. Um ano para fazer o roteiro, um ano para aprovar na lei Rouanet, após a aprovação, o maluco ficou mendigando dinheiro para filmar. Conseguiu depois de um ano e meio captar o que precisava. O que não captou, colocou do bolso. Vendeu a casa, um carro e foi morar com a sogra. Morando com a sogra, montou a equipe, contratou os atores. Pagou todo mundo e daí outro problema na manga, montar o filme. Então o maluco se trancou em uma sala e ali ficou. Montando e editando aquilo tudo, por mais um bom tempo. Depois de muitos anos em cima de um único filme, pronto, outro problema, onde apresentar o filme que você tem na mão???? Não tem lugar para exibir seu filme. Que coisa. Ah não ser que você tenha um bom padrinho na Rede Globo de televisão, pois com a Globo Filmes falando que seu filme deve ser apresentado, ótimo, você consegue apresentar em qualquer grande cinema que você queira.
Eis então, que depois de cinco anos, o cara me aparece num palco, num festival de cinema e esquece de tudo isso que ele passou para fazer o seu filme. Isso com um detalhe, ele fez tudo isso sem saber ao menos se vai ter um público, muito menos um por cento de retorno, daquilo que ele investiu no filme que acabou de fazer. Pronto, mesmo assim, ele sobe num palco e esquece de tudo aquilo. Seus olhos enchem de lágrimas e ele tem a capacidade de falar: ''o cinema brasileiro está numa fase maravilhosa''. QUE FASE???? O nosso país produz 40 filmes de longa metragem por ano. Quantos deles você ouve falar na mídia? Um, dois, três, quatro, cinco no máximo. Detalhe, estes divulgados ou pela Rede Globo, ou por algum padrinho global. Ah sim, ator de novelas da Rede Globo também serve para divulgar os filmes que fazem quando não estão fazendo novelas.
E os demais filmes que são feitos, o que acontece com eles? Alguns são apresentados em festivais de cinema. Outros saem direto em DVD. E outros tem destino pior, ficam na lata e são engavetados sem que ninguém veja em lugar algum. De vez em quando uma exibição pública para vinte ou trinta pessoas acontece, mas morre ali.
Não temos indústria de cinema neste país, e isso é um problema para quem quer ganhar um Oscar. Sem uma indústria, somos considerados amadores, ou seja, temos muitos profissionais que foram estudar fora, e gastaram muito dinheiro, mas, para quem está neste meio, dinheiro não é o problema, se for, cai fora para não morrer de fome, como aconteceu comigo quando tentei viver de cinema. Sem dinheiro você não sobrevive nisso. Sem ninguém te bancar, já era. Enfim, voltamos ao assunto amadores. Temos profissionais de renome, em equipes muito profissionais, mas não temos uma indústria, isso faz da gente, amadores de carteirinha. Não temos a visão comercial do negócio. Fazemos filmes por amor, e não para vender; ah não ser, claro, que pertença a Globo Filmes, ou a própria Rede Globo, que acredito eu, seja aquela que tenha mais visão comercial hoje no país.
Como amadores considerados que somos, não sabemos fazer filmes para concorrer ao Oscar. Na verdade, até que sabemos fazer filmes muito bons, confesso que fui injusto nesta fala acima. Temos filmes geniais, capazes de concorrer a qualquer prêmio no mundo e ganhar tudo. Temos diretores muito bons, atores muito bons e roteiristas melhores ainda. O problema é que esta massa de pessoas geniais não está inserida no meio do cafezinho do Ministério da Cultura, ou da Globo Filmes, estes passam longe da prateleira de DVD, e rezam para não terminarem na gaveta. Enquanto isso, do outro lado, temos os que tem padrinho, os que tem gente influente no meio. E para estes, alguns críticos falam de boca cheia que são os melhores, enquanto para a chamada Academia, são apenas os amadores. Embora muitos falem, analisem, e vejam todos os caminhos para o Oscar, está aí, continuamos sendo chutados da festa norte americana. Na metade do ano passado surgiu um filme, muito bom por sinal, chamado NOSSO LAR. Fizeram até uma enquete na internet para votarem em qual filme brasileiro deveria ser enviado para os EUA, na tentativa de concorrer a uma vaga na festa do Oscar. Se não me falha a memória, este filme de cunho espírita ganhou disparado de todos os outros, mas no fim das contas, o que prevaleceu? O poder de divulgação da Rede Globo, o poder de produção da família Barreto, e a ''genialidade'' do ministério da Cultura que mandaram para lá o filme LULA.
Enfim, a lista dos indicados ao Oscar 2011:
Melhor filme:
- “A rede social”
- “O discurso do rei”
- “Cisne negro”
- “O vencedor”
- “A origem”
- “Toy Story 3”
- “Bravura indômita”
- “Minhas mães e meu pai”
- “127 horas”
- “Inverno da alma”

Logo que o filme a Rede Social fora lançado, a crítica falou muito bem, em todos os momentos. Não somente a crítica como também o público elogiou o trabalho sobre o rapaz que criou o Facebook. A REDE SOCIAL, está concorrendo a 8 oscars. O DISCURSO DO REI concorre a 12 oscars.

Melhor diretor:
- David Fincher – “A rede social”
- Tom Hooper – “O discurso do rei”
- Darren Aronofsky – “Cisne negro”
- Joel e Ethan Coen – “Bravura indômita”
- David O. Russell – “O vencedor”
Melhor ator:
- Jesse Eisenberg – “A rede social”
- Colin Firth – “O discurso do rei”
- James Franco – “127 horas”
- Jeff Bridges – “Bravura indômita”
- Javier Bardem – “Biutiful”
Melhor atriz:
- Annette Bening – “Minhas mães e meu pai”
- Natalie Portman – “Cisne negro”
- Nicole Kidman - “Rabbit hole”
- Michelle Williams - “Blue valentine”
- Jennifer Lawrence - “Inverno da alma”
Melhor ator coadjuvante:
- Mark Ruffalo – “Minhas mães e meu pai”
- Geoffrey Rush – “O discurso do rei”
- Christian Bale – “O vencedor”
- Jeremy Renner – “Atração perigosa”
- John Hawkes – "Inverno da alma"
Melhor atriz coadjuvante:
- Helena Bonham Carter – “O discurso do rei”
- Melissa Leo – “O vencedor”
- Amy Adams – “O vencedor”
- Hailee Steinfeld – “Bravura indômita”
- Jacki Weaver - “Reino animal”
Melhor roteiro original:
- “Cisne negro”
- “Minhas mães e meu pai”
- “O vencedor”
- “A origem”
- “O discurso do rei”
Melhor roteiro adaptado:
- “A rede social”
- “127 horas”
- “Bravura indômita”
- “Toy Story 3”
- "Inverno da alma"
Melhor longa-metragem de animação:
- "Como treinar o seu dragão"
- "O mágico"
- "Toy Story 3"
Melhor direção de arte:
- "Alice no País das Maravilhas"
- "Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1"
- "A origem"
- "O discurso do rei"
- "Bravura indômita"
Melhor fotografia
- "Cisne negro"
- "A origem"
- "O discurso do rei"
- "A rede social"
- "Bravura indômita"

Melhor figurino
- "Alice no País das Maravilhas"
- "I am love"
- "O discurso do rei"
- "Bravura indômita"
- "The tempest"
Melhor documentário (longa-metragem)
- "Exit through the gift shop"
- "Gasland"
- "Inside job"
- "Restrepo"
- "Lixo extraordinário"
Melhor documentário (curta-metragem)
- "Killing in the name"
- "Poster girl"
- "Strangers no more"
- "Sun come up"
- "The warriors of Qiugang"

Melhor edição
- "Cisne negro"
- "O vencedor"
- "O discurso do rei"
- "127 horas"
- "A rede social"
Melhor filme de língua estrangeira
- "Biutiful"(México)
- "Dogtooth" (Grécia)
- "In a better world" (Dinamarca)
- "Incendies" (Canadá)
- "Outside the law" (Argélia)
Melhor trilha sonora original
- "Como treinar seu dragão" - John Powell
- "A origem" - Hans Zimmer
- "O discurso do rei" - Alexandre Desplat
- "127 horas" - A.R. Rahman
- "A rede social" - Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor canção original
- "Coming home", de "Country Strong"
- "I see the light", de "Enrolados"
- "If I rise", de "127 horas"
- "We belong together", de "Toy Story 3"
Melhor curta-metragem
- "The confession"
- "The crush"
- "God of love"
- "Na wewe"
- "Wish 143"
Melhor curta-metragem de animação
- "Day & night"
- "The gruffalo"
- "Let's pollute"
- "The lost thing"
- "Madagascar, carnet de voyage"

O destaque para o prêmio de melhor filme estrangeiro por enquanto está com o Indicado a dois Oscars – melhor ator (Javier Bardem) e melhor filme estrangeiro – “Biutiful” é o primeiro trabalho importante de Alejandro González Iñárritu depois que ele rompeu a parceria que tinha com o roteirista Guillermo Arriaga. A dupla fez seu nome no cinema com três filmes – “Amores Perros” (2000), “21 Gramas” (2003) e “Babel” (2006) –, todos eles dirigidos por Iñárritu e escritos por Arriaga. Mas, como tudo que é bom gera problemas, os dois brigaram depois que o roteirista reivindicou mais créditos pelos filmes. Iñárritu não achou justo o pedido, dizendo que o justo já havia sido dado, o roteirista não aceitou e os dois romperam. Com roteiro do próprio Iñárritu, “Biutiful” é um filme um tanto quanto diferente, que convida o espectador a uma viagem difícil, pelo lado B de Barcelona, em torno de Uxbal, o personagem encarnado por Javier Bardem. Alguns críticos dizem ainda que o filme só vale pela atuação de Bardem, que sem dúvida alguma, é um excepcional ator.
Acredito que tudo caminhará nos conformes, como de costume.

Bernd Eichinger - LUTO

O cineasta alemão Bernd Eichinger, diretor de filmes que se tornaram sucessos como "Resident Evil" e "O Nome da Rosa", morreu aos 61 anos, disse sua produtora na terça-feira (25). Ele sofreu um ataque cardíaco em Los Angeles, onde vivia, enquanto jantava com parentes e amigos, disse a produtora Constantin Media em nota, em notícia da agência REUTERS, em BERLIM. Seu trabalho incluiu dramas como "Eu, Christiane F.", de 1982, história real de uma adolescente alemã viciada em drogas, a fantasia "História Sem Fim" e o thriller medieval "O Nome da Rosa", com Sean Connery, baseado no romance homônimo de Umberto Eco. Seu perturbador "O Perfume" (2006), baseado num romance de Patrick Sueskind, conta a história de um jovem com olfato super apurado, que comete um homicídio ao buscar o perfume perfeito. Aquela orgia no final foi o sonho de muita gente enquanto o filme passava no cinema. Como roteirista, Eichinger foi indicado ao Oscar em 2004 por "A Queda", que retrata os últimos dias de Adolf Hitler no seu bunker em Berlim. Considerado por muitos como a visão alemã do fim de Hitler, e por outros como a maior obra já feita sobre o fim do ditador alemão. Bruno Ganz está perfeito na pele de Hitler. Este mesmo filme, do qual ele também foi produtor, quebrou um tabu entre os cineastas da Alemanha do pós-guerra, temerosos de humanizarem a figura do ditador nazista ao fazê-lo ser interpretado por um ator. Até então, os filmes alemães tendiam a só mostrar Hitler em imagens reais de arquivo. Eichinger também tratou do tema da guerrilha esquerdista Fração do Exército Vermelho, em seu filme "O Grupo Baader Meinhof" (2008). Sem dúvida alguma, a poucos dias da festa do Oscar norte americano, o cinema perde muito com a morte de Eichinger, e o mundo perde mais ainda com a falta de sua genialidade.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

FIM DA FÉRIAS

O tempo de ficar só olhando o tempo passar, lendo um bom livro e assistindo bons filmes, acabou. As férias chegaram ao fim, e é chegada a hora de voltar a trabalhar, estressar os ânimos e enfrentar os problemas como se eles estivessem ali, prontos para serem resolvidos. No período que estive fora deixei minha senha com Alex Palmilha, um amigo de longa data, vizinho neurótico, mas com um bom coração. Ele se responsabilizou em cuidar de tudo aqui pra mim, na intenção de que meus dois leitores, não ficassem sozinhos durante o tempo que estive fora. Alex cumpriu bem seu papel. Num primeiro momento não sabia direito o que escrever aqui, mas com o passar dos dias, ele foi pegando o sentido da coisa e sua vida foi virando de cabeça para baixo a cada momento que passava. Enfim, quem leu acompanhou tudo que houve com ele. Eu acabei de ler tudo que ele escreveu. Pegou pesado em alguns momentos e me sensibilizou em outros, mas no fim das contas, acredito que não fora de um todo ruim; na minha conjugação verbal parca e estranha, o blog ficou bem servido, como dizia o caminhoneiro Jorge. Logo que cheguei corri para a tela do micro, pois fiquei um bom tempo pensando em não acreditar que o mundo da internet estava vagando na maionese costumeira de sempre, e pelo que vi, coisas se transformam mais do que o anormal. Embora estas transformações ocorram em tempo integral, nada daquilo que já não vimos neste mundo macabro tenha nos causado tanto espanto quanto aquilo que ainda não vimos. Viajei um pouco, andei bastante, e comi além da conta. É hora de colocar a mente para funcionar e voltar a realidade. Obrigado a meus dois leitores que permaneceram por aqui num tempo estranho de sobrevida, mas agora, eu voltei, Alex chorou em deixar a máquina na minha mão, eu recomendei que ele fizesse um blog para ele, ele não aceitou a ideia, e foi viver sua vida de rico, num lugar bem longe daqui. Prometeu enviar notícias periodicamente, o que até agora ainda não fez. Sem mais, é hora de acompanhar o mundo que volta a funcionar parando, pois ainda não passou o carnaval, como é típico neste país de sambistas...

sábado, 22 de janeiro de 2011

A BEBEDEIRA DA DESPEDIDA, de como enchi o nariz junto da mulher que eu comprei


A noite foi pra não esquecer jamais. Depois que bebi tudo que eu podia, dormi no banheiro, a mulher que eu comprei... não me lembro o nome dela agora, talvez alguma coisa voltada para o mundo feminino, sei lá, dormiu no jardim... Uma despedida em forma de fim para a saída do blog que me acompanhou como se fosse meu por um tempo, mas ele deve voltar ao dono. Nao to a fim de entregar nada a ele, mas terei de faze-lo mais cedo ou mais tarde, quem sabe, só Deus sabe, ah sim, e o dono do blog tambem sabe. Quando ele chega nao faço ideia, mas estou preparado para sumir do mapa a qualquer momento... Por enquanto, até mais ver...


O FIM ESTÁ PRÓXIMO, o dono do blog está voltando

O dono do blog me ligou dizendo que estará de volta em poucos dias. Não quis entrar em maiores detalhes, mas me parece que a coisa é séria, não serei o dono deste negócio por muito tempo. Em tudo que aconteceu, posso deixar bem claro que foi bom enquanto durou. Criar um hábito de entrar aqui em todos os minutos para escrever o que eu estava fazendo, foi uma coisa boa em minha vida. neste fim de ano muita coisa boa aconteceu em minha vida. E tambem tive alguns momentos que nao foram tao bons assim, mas eu consegui superar tudo isso. Fiz o que fiz e fiquei sem pulga atras da orelha. mesmo que eu quisesse dizer que nada estava dentro do combinado, eu nao conseguiria. nao fiz nada de ruim para tentar prejudicar quem quer que fosse. O que eu falei, está falado, o que eu não falei, vou tentar falar antes do final da noite... Depois de beber um pouco é claro, ah, e já vou aproveitar e vou comprar uma mulher pra mim... Ate mais ver.


LIXO NA CALÇADA, o que sobrou do entulho que não coube no caminhão

DEpois de muita força fazer, ajudando os lixeiros que por ali estavam, coitados, era muita coisa mesmo, o que sobrou foi isso. Não tirei a foto antes, pois estava ajudando os caras, mas agora, um pouco mais descansado, tirei a foto daquilo que sobrou. Pensando bem, as pessoas ainda conseguem caminhar pela calçada passando pelo cantinho, bem no cantinho. PRECISO tomar um banho e comer alguma coisa, estou verde de fome e morto de cansaço. Sei que isso não interessa a ninguém que está lendo isso, mas e daí, eu não to nem aí, não quer ler, faça de menos... Até mais ver. Eu sou ALEx Palmilha, e só escrevo aqui por que o dono do blog, Vandré, deixou a senha dele comigo enquanto ele está de férias, quando ele voltar, eu vou embora, daí ninguem mais precisa ficar querendo ler o que eu escrevo, passar bem...

CASA ARRUMADA, minhas costas doem muito




A casa está mais ou menos arrumada, minhas costas doem pra caramba, e eu não tenho vontade nem de respirar neste momento. Para economizar um pouco de dinheiro não quis pagar uma diarista para limpar tudo isso daqui. Parei com esta ideia depois que via a diarista da vizinha cobrar 80 reais por dia para limpar onde o padre passa, e no final da tarde o marido dela vir busca-la de CROSS FOX zero quilometro, pelo amor...
A primeira foto mostra as caixas com entulho que consegui acumular na primeira varrida na casa. As caixas descolei com uma vizinha neurótica que pediu um pouco de dinheiro pelo papelão, então, comprei, e a filha da mãe ainda ganhou uma propaganda gratis para a empresa que estampa o nome nas caixas, que chato, bem, agora já foi... A segunda foto mostra o que fiz no meu banheiro. Não está assim que se diga, minha nossa, como agora tenho orgulho de fazer alguma coisa ali, mas está usável, como dizia meu pai. A terceira foto mostra a cozinha, ou seja, como ela está ficando, pois ainda não consigo encontrar comida naquele lugar, mas já dá pra ver algumas coisas que ali existem. A última foto mostra o meu novo lugar de usar computador. DE frente pra porta, olhando para o vento que passa na poeira fedorenta do relento que está lá fora, hoje estou impossivel. TAlvez eu arrume alguma coisa pra comer. TAlvez eu não coma nada por hoje e continue fazendo faxina, mas de uma coisa eu tenho certeza, o cara que pega o lixo lá na rua, vai ter trabalho pra caramba, é bom ter uns cinco ou seis ajudantes pra começar, coitados, talvez eu fiquei lá fora ajudando, vou pensar no assunto. SE bem que já foi uma viagem levar tudo sozinho para a calçada da rua. POR enquanto é isso, se minha vida caminhar, eu volto a registrar qualquer coisa... Até mais ver.




quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

CHEGANDO EM CASA, e agora, o que fazer?

A primeira foto mostra o que seria o meu quarto de dormir. Eu tinha uma vaga lembrança de que deixei um pouco de lixo ali, mas não parecia tanto. A segunda foto mostra o que seria um antigo quartinho, que transformei em quarto do computador. Novamente eu tinha uma vaga lembrança de que alguma bagunça tinha sido esquecida por ali, mas não me recordava que era alguma coisa desse tamanho. A terceira foto mostra a cozinha de casa. Não está tão ruim assim, convenhamos, é possível ver a geladeira. E a última foto, mostra algumas garrafas que eu esqueci na sala, depois da comemoração do resultado da mega da virada, onde fiquei sabendo que algum dinheiro tinha pingado na minha mão. Depois de muito andar de avião, muitas mulheres comprar e muitos beijos eu poder pagar, fui para o Rio de Janeiro dar uma mão para o pessoal que perdeu o que tinha. Vi muitas coisas erradas, assim como vi muitas coisas certas, assim como vi muita injustiça e falação na cabeça de quem quer que seja. Por isso, deixei tudo como estava, e resolvi voltar para casa. No meio do caminho recebi uma ligação do dono deste blog que agora escrevo, prometi a ele que tudo estava certo, e tudo está certo, pelo menos até agora; por isso não tenho a mínima vontade de sentir qualquer tipo de medo quando ele chegar. E agora, chego em casa e vejo tudo isso. Fiquei mais de duas horas procurando a vassoura, e ainda não encontrei. Desisti e sentei no banco que seria a cadeira do computador. Escrevi isso que você acabou de ler, e agora, vou dormir um pouco, quando eu acordar, vejo o que faço, talvez jogar o lixo na rua seja uma boa opção para começar, quem sabe... Até mais ver.


VOLTANDO PRA CASA, saindo da lama da tragédia

Decidi voltar pra casa. E voltei. Peguei o primeiro vôo que ainda tinha lugar. Por incrível que pareça não esperei muito pelo carro que voa, e segui para São Paulo, de lá fiz escala para São José dos Pinhais, que o povo insiste em chamar de aeroporto de Curitiba, que gente burra e sem geografia, mas tudo bem; parabéns pra eles.
Já estou em casa. Não quero mais ver gente morta na minha frente por bastante tempo. Fiz o que pude. Movi quantos tijolos eu consegui mover, mas num determinado momento cansei de tudo, e voltei pra casa. A realidade lá, sem sombra de dúvidas não chega nem perto daquilo que pensamos por aqui. É totalmente diferente você estar no foco da tragédia, e você estar longe, muito longe. Voltei por que a chuva parou e por que eu já estava me sentindo um inútil. Por mais que você faça nunca está bom. Sempre precisa de mais alguma coisa, ou mais algumas mãos para carregar um peso qualquer. E para isso, não tem gente suficiente no lugar. Talvez seja culpa de alguém que queira manter as coisas assim, talvez não tenha culpado algum, talvez seja responsabilidade de algum figurão com dinheiro no bolso, talvez seja culpa de um coitado que não tem nem dinheiro para comprar um sorvete, ou seja, talvez ninguém nunca saiba nada daquilo que aconteceu, ou talvez já saibamos e ninguém tem coragem de falar. Tudo bem.
O fato é que cheguei em casa. Vandré me ligou dizendo que prepara seu retorno para semana que vem. Disse que viu algumas coisas que escrevi e que não gostou muito daquilo que leu, mas fazer o quê? Quando recebi a senha com a missão de cuidar de tudo por aqui, eu tinha em mente que poderia escrever aquilo que acontecesse comigo, e foi o que fiz. Relatei dia a dia tudo que aconteceu comigo. Tudo que fiz, tudo que vivi, tudo que pensei. Se ele não gostou, tudo bem pra ele, isso não vai me fazer mais feliz nem menos triste. Ninguém é obrigado a aceitar nada daquilo que eu sou, ninguém nem é obrigado a ler isso que escrevo, eu só escrevo, por que quero escrever, e assim foi escrito... Até mais ver.

O DIA A DIA É PIOR DAQUILO QUE A TELEVISÃO MOSTRA, não há palavras para explicar o que é estar aqui

Na primeira foto vemos o que sobrou de uma família e o que sobrou da casa onde moravam. Na segunda foto vemos um membro de cada família, tentando encontrar uma saída para não se sabe onde, tendo em vista que nenhum deles sabe para onde ir, pois perderam o lugar que moravam.
Sem dúvida é uma realidade que nunca imaginei ver e acompanhar de perto, não neste país, onde em época de copa do mundo tudo se transforma em mil maravilha. Onde assistir horário eleitoral na televisão é ver o que nosso país tem de melhor, e acompanhar a tragédia de perto é ver o que temos de pior em administração pública, em planejamento de moradias, e em recursos contra catástrofes naturais.
Não há muito o que dizer quando tudo parece bom, e de repente, tudo não mais existe. Comentei que um político veio até o lugar da tragédia, olhou tudo, virou as costas e foi embora. Ameaçou alguns repórteres que por ali estavam, com processos de uso de imagem ou coisa parecida. Não há como acreditar que o povo ainda vota numa coisa daquelas... Preciso ir, é o tempo que escorre nas mãos. Até mais ver.

DE COMO O DESPREPARO MILITAR DIFICULTA AS COISAS NA SERRA, um helicóptero cair é coisa de guerra sem tiro

Parece imagem de filme de guerra, ou imagem de filme futurista, tipo o exterminador do futuro, ou coisa parecida, mas não; é uma imagem de um helicóptero do exército que caiu no Rio de Janeiro, enquanto tentava realizar buscas aos mortos e feridos da enchente. Esta foto não é minha, não tive tempo de estar lá no momento do acontecido, peguei a foto nos sites de notícia espalhados pela internet. É incrível como isso pode acontecer. Quando o helicóptero caiu, hoje pela manhã, tinha gente correndo, não mais para ajudar os feridos, mas sim para ver os novos feridos que agora estavam nascendo desta queda de aeronave. É uma piada. A partir de então consegui entender perfeitamente por que o governo não colocou antes o exército, a marinha e a aeronáutica no resgate, busca e ajuda aos desabrigados da tragédia, pelo despreparo. Então eu pergunto, pra que serve esta tal de forças armadas? Está certo que fizeram um bom trabalho no morro, num texto que li do Vandré, e também fizeram alguns bons trabalhos quando alguns galhos de árvores foram arremessados longe num vento forte de dezembro, mas enfim, parou aí... E o que mais tem a oferecer? Não quero entrar nesta questão, pois pretendo acreditar que esta queda de aeronave foi e será um caso isolado neste lugar de tanto sofrimento.
Só quem está aqui, vendo e acompanhando tudo, tem noção do tamanho da desgraça e tragédia que está acontecendo, isso é uma coisa que pessoa em lugar algum do Brasil e do mundo, que não viu e não respirou este ar de enxofre, sabe o que está acontecendo. Ver pela televisão não é nem um por cento daquilo que estou vendo aqui com meus próprios olhos. Ta certo também que ninguém pode ficar viajando pra cá e se bancando enquanto ajuda tais pessoas, mas enfim, a realidade do problema é bem diferente daquilo que a televisão mostra.
Hoje, quando eu vinha pra cá vi dois cadáveres embaixo de um monte de concreto. Talvez as equipes de resgate ainda nem tenham encontrado aqueles dois mortos, talvez nem as famílias saibam que ali estão seus entes queridos, mas num coisa eu tive certeza naquele momento. Ninguém está nos protegendo. Ninguém está se importando a mínima para o que está acontecendo aqui. Temos muitos voluntários, pessoas que estão doando coisas e mais coisas, pessoas que estão ajudando as crianças que perderam famílias e tudo que tinham de material, temos policiais, bombeiros, e neste momento, exército e marinha envolvidos no problema, mas isso não é suficiente. Não é nem meio por cento do que realmente este povo e esta gente precisa neste momento. Não é nada perto do tamanho do estrago.
Alguns aqui dizem que o problema é político, outros dizem que a culpa é das próprias pessoas que escolheram morar em lugares arriscados para a vida, sem segurança nenhuma, mas no final das contas, ninguém sabe a quem culpar. O ser humano necessita culpar alguém pelo problema, mas no momento, somente vejo apontamentos e abandono. Se nada for feito para o ano que vem, não se enganem, teremos a mesma cena que estamos vivenciando agora, teremos os mesmos problemas e teremos os mesmos erros sendo cometidos novamente.
Preciso ir embora, enquanto muitos não se importam, senti que tenho de voltar para lá e fazer mais alguma coisa por hoje... Só escrevo aqui por que o Vandré ainda não voltou das férias, e deixou a senha comigo. Até mais ver.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

MESMO QUE EU PROCURE POR UMA PALAVRA, só encontro as lágrimas - é difícil estar aqui

Na foto acima o pai carrega o filho morto. Bombeiros ajudam o homem a andar.
É difícil não chorar e segurar a emoção, é difícil.
Cada vez está ficando pior ficar por aqui. Hoje não choveu, o sol apareceu e todos puderam trabalhar em paz, sem maiores problemas. Mesmo sem chuva, as encostas continuam desabando e caindo sobre coisas e mais coisas que estão no chão, próximos a estas mesmas encostas.
Os bombeiros dizem que o número de mortos passou de 700 e que não duvidam nada que ele chegue a 1000, pelo amor de Deus.
Cada vez mais vejo pessoas chorando, e choram, choram, todos os dias, por terem perdido tudo, por não terem para onde ir, por não terem o que fazer depois que descobrem que estão vivas. Algumas queriam morrer na desgraça, outras não queriam nem ouvir falar, enfim, cada vez mais está difícil de suportar tudo isso.
Hoje de manhã, enquanto caminhava do hotel para o lugar onde estou ajudando, resolvi passar em um dos abrigos, mas não era um abrigo qualquer, é o abrigo onde estão ficando as crianças órfãs, que perderam pais, tios, tias, avós e avôs, ou seja, estão sozinhas. Olhando para aqueles pequenos seres de quatro, cinco, seis, nove, dez anos, pensei: e agora, meu Deus, o que será delas?
É triste e não tenho a resposta para tudo isso, não sei o que fazer, não tenho a mínima noção do que está acontecendo no mundo lá fora. Ligo a televisão e só vejo gente morrendo no Rio de Janeiro. Ligo o rádio e só escuto notícias sobre as mortes do Rio de Janeiro. Compro um jornal e só vejo fotos horríveis de mortos no Rio de Janeiro.
Até quando irão parar de tirar corpos debaixo deste monte de entulhos que estão cobrindo as ruas lá fora? Até quando? Mesmo com sol, ainda tem muita coisa caindo e muito entulho para tirar das ruas... Que coisa horrível.
As vezes penso, por que eu quis vir pra cá? Mas logo vem a resposta em minha mente; para fazer alguma coisa e não continuar sendo um completo inútil, como sempre fui na vida. Eu poderia estar em qualquer lugar do mundo neste momento, mas decidi vir ajudar este povo do meu país. Acho que falei o que eu queria falar, até mais ver...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

DA AJUDA NO RIO DE JANEIRO, mesmo que para isso eu precise só carregar os colchões

Na foto, eu carrego alguns colchões dentro de um ginásio de esportes, na intenção de não ficar parado. Parece coisa de idiota, um maluco que sai do nada e vai para o foco da tragédia do Brasil neste momento, para carregar colchões; mas, no fundo pode ser considerado um tipo de ajuda.
Eu cheguei, e sem saber direito o que fazer, fui logo carregando coisas. E de tanto carregar, gostaram daquilo que fiz, e fiquei carregando por um bom tempo. Fico em bons hóteis, afinal, tenho dinheiro e posso pagar o que eu quiser, mas isso não vem ao caso, o fato é que estou querendo ajudar um pouco aquelas pessoas que não tem dinheiro, e muito menos bons hotéis para dormirem. Ontem apareceu um político por aqui. Eu estava com Leandro, um outro voluntário que conheci no meio da lama, quando menos esperávamos um helicóptero desceu numa espécie de cais do porto, e de dentro dele, desceu um cara de terno e gravata. Junto com ele desceram mais uma leva de puxa sacos, todos andando na pontinha dos pés para não sujar qualquer coisa que fosse. Os malditos chegaram perto das crianças que choravam de fome, olharam para tudo, fizeram algumas anotações, viraram de costas e foram embora. No lugar onde eu estava, com mais umas trinta pessoas olhando para aquilo, pude contar e ver que tinha mais de dez câmeras de Tv. Era só filmar o que houve, mas ninguém, eu repito, por que vi, ninguém fez uma imagem que fosse de qualquer atitude assim.
O canalha entrou no seu helicóptero e foi embora. Talvez não tenho ficado por que não tenha visto nenhum dos eleitores jogados na lama e soterrados embaixo de pedaços de madeira e concreto. Canalha sem vergonha.
Hoje, depois de muito tempo o exército. A marinha já estava por aqui, o exército chegou e começou a fazer o trabalho pesado. E pior, fizeram tudo com muita eficiência. Os caras sabem fazer, tem equipamento para fazer, e sabem como conduzir os problemas rumo as soluções, mas o problema é toda a burocracia envolvida nisso. Não há como fazer sem ser falado que fez, por isso é preciso fazer uma espécie de barulho, e foi o que decidiram fazer. Isso, neste país, se chama política. Tudo vira ato político. Em qualquer outro canto do planeta isso se chamaria ajuda humanitária, aqui não, aqui se chama, política de apresentação. Eu faço algo hoje, pensando na minha eleição direta a qualquer cargo importante, amanhã.
Isso me dá muito nojo.
Agora estou postando esta mensagem no computador do quarto de hotel que aluguei. Amanhã volto para o local da tragédia. Não há como não dizer que meus olhos enchem de água quando lá estou. Enquanto tem gente brigando por equipamentos eletrônicos, como vi hoje, uma mulher quase arrancando a cabeça da outra por causa de um forno microondas, tem gente brigando para ficar viva. É de doer o coração de qualquer um ouvir o choro de uma criança que vem debaixo de um monte de madeira jogado e retorcido em cima de uma pedaço de chão. Hoje ficamos horas ouvindo isso. Os bombeiros tentaram de tudo. Tinha gente de todos os lados fazendo buraco, cavando na unha, cavando com ferramentas e tentando abrir espaço entre os destroços, mas no fim, não teve como, a criança parou de chorar, e ninguém ouviu mais nada.
Possivelmente esteja morta. Ou não.
Por hora, devemos esperar pelo amanhã.
Meu nome é Alex Palmilha, eu escrevo aqui por que tenho a senha do Vandré. Não sei onde ele está. Só sei que está de férias e que volta quando suas folgas acabarem. Ô bicho a toa. Ninguém também é obrigado a concordar com o que eu falo, que se dane aquele que não entende, e que reflita aquele que consegue juntar as letrinhas, que se danem...

sábado, 15 de janeiro de 2011

RIO DE JANEIRO, com lama e tragédia horrível não posso só ficar olhando, mas eu posso, você, eu não sei



Em meio a compra de uma mulher e outra resolvi ligar a televisão e só agora vi o problema no Rio de Janeiro, nossa, como aqui onde estou não está chovendo, não tenho noção do que é um lugar que não pára de chover, por meio disso perguntei a minha pessoa: ONde o governo está que não colocou a Marinha o Exército e a Aeronáutica no meio daquela bagunça toda. Vi uma reportagem de um maluco dizendo que não tinham helicóptero para sobrevoar a áreas atingidas onde a tragédia aconteceu. NOssa, e os helicópteros e aviões das forças armadas, onde estão? Talvez guardados num galpão para não pegar chuva. Ou será que chegam ao absurdo de não terem combustível para sobrevoar tudo aquilo, como aconteceu com uma viatura policial quando não correu atrás de um bando de ladrões, por que os tanques não tinham gasolina, que coisa.
E onde estão os malucos que foram para o Haiti salvar todo mundo? Onde está a tal ONU que manda soldado para a África o tempo todo? ONde estão os membros do governo? Liberando dinheiro? Por que o povo tem que se arrebentar e mandar mantimentos para todos aqueles que não tem mais nem onde morar? Um hospital de campanha da Marinha foi montado, menos mau. Que bom que tomaram esta iniciativa enquanto o número de mortos ''ainda'' está em 602. Poderia ser pior. Que coisa.
Vi num banco que estão pedindo doações para o problema, farei melhor, ao invés de mandar o dinheiro para não sei onde, vou até lá tentar fazer alguma coisa, afinal, tenho um pouco de dinheiro para não ficar na praia comprando mulheres vagabundas e vendo artistas brincar de Deus na areia fazendo castelos e coisas extraordinárias. Sinto que tenho que fazer alguma coisa por alguém que lá está... Quando o nordeste sofreu, eu quis fazer, mas não tinha condições para isso. Quando vi Santa Catarina sofrer com tal desgraça, novamente eu não podia fazer nada. Mas agora, que o Rio de Janeiro está padecendo, e não é pelo Rio, mas sim por aqueles brasileiros, iguais a mim, que lá estão sofrendo sem ter o que comer, e sem ter o que beber.
Vou até lá, por que corro o risco de doar alguma coisa para aqueles que sofrem e ter o desprazer de ver autoridades queimando tudo como vi quando doações não chegaram a SAnta CAtarina. Nossa, tenho que sair daqui.
Preciso viajar para bem longe daqui.


DA PINTURA DA MULHER DE GRAFITE, e como ela não foi vendida

O cara pintou um quadro querendo que ele fosse vendido, mas em momento algum ele foi vendido, alguns dizem que isso não era uma regra, mas no fim eu queria mesmo comprar, resumo das contas, não comprei nada, e o cara ficou no prejuízo...
Eu estava voltando do cassino Lisboa, na praia do Forte, num lugar do sul, que não me lembro o nome agora, devido ao nível de álcool no meu sangue, enfim, quando vi uma guria na rua. Ofereci o dinheiro e ela se vendeu, nossa, como é fácil comprar uma mulher quando a gente tem dinheiro sobrando no bolso, por meio desta, cheguei até um quarto de hotel. Depois de comprar o prazer extra que eu estava querendo adquirir, desci para tomar um café. O homem no saguão me disse que ali não faziam café, mandei ele para puta que pariu e saí na rua, em busca de um mísero copo de café. Afinal, eu podia pagar qualquer porcaria chamada de café. Eu agora sou rico.
Voltando, depois que cheguei numa barraca de carrapato, no meio da praia do Cavalo, num lugar que não me lembro mesmo onde fica, comprei o café que eu tanto queria. Não demorou muito o café acabou, andei pela areia e vi um maluco pintando alguma coisa numa tela branca, colocada no colo dele. Andei até lá e olhei o que ele estava fazendo. Ele tinha nas mãos uma tela branca e um pouco de carvão nos punhos. Perguntei o que ele fazia, e ele me respondeu que tinha um pouco de grafite no meio dos dedos e estava fazendo uma obra de arte.
Gostei do que vi, mas não queria que ele ficasse com aquilo, então lhe ofereci um dinheiro, afinal, eu posso pagar o que eu quero agora. Ele me disse que não iria vender nada por que estava terminando de fazer e nada estava pronto ainda. Tentei mais uma oferta, mas ele novamente não me vendeu nada, disse que não iria vender a obra que ele estava fazendo e que isso não era problema meu. Como? Pensei, ninguém pode se fazer de difícil, afinal é de dinheiro que estamos falando, não é de qualquer coisa sem valor. Novamente fiz uma oferta e ele disse mais uma vez que não iria me vender qualquer coisa que eu quisesse.
Eu estava ficando muito irritado com aquilo tudo, então desisti. O quadro que ele não me vendeu, foi jogado na areia. Paguei dois caras para segurarem ele. Tirei uma foto do quadro, e jogamos a tal obra na areia, no final de tudo, voltei para o quarto onde tinha uma fêmea me esperando, afinal, eu não tinha pago ela ainda... Ê lá iá...
Escrevo o que eu quiser aqui, pois tenho a senha, e que se dane o Vandré dono desta bagaça, se ele não está dando notícia, é por que não estou fazendo nada de mais... Ê lá iá.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

MICHAEL JACKSON, pra acabar a sequência de gênios...

Esta eu não acreditei, por isso a máquina trabalhou mais uma vez. Sabe aquelas coisas que se você conta para alguém, este alguém nunca vai acreditar em você, por que o negócio é tão genial que seria impossível um cérebro normal conseguir inventar tal coisa, muito menos realizar; para acabar, é só ver a foto do gênio. O pior é ver a onda destruir tudo depois sem o mínimo de consideração... Pronto falei.

O CARA DOS QUADROS, e o melhor é que ele faz isso com genialidade


Depois da mulher que tira areia do saco e do cara que faz castelo de areia pra morar, de tão real que fica, encontrei o genial Elisberto, que faz pinturas usando apenas os dedos, bem, de vez em quando ele usa um paninho para limpar um lado ou outro. O cara é muito bom, assim como vários que estão por aí, fazendo isso pelo Brasil inteiro. Muito bom mesmo, aprendendo a mexer na máquina, vale a pena registrar tudo que está acontecendo, muito bom, e não me canso de dizer isso...

ARTISTA É MULHER, de saco cheio

Nestas andanças na praia a gente vê cada coisa. O legal é ficar com uma câmera na mão olhando para os outros, como se você não quisesse nada, mas na verdade você quer uma cena legal para guardar em qualquer lugar que seja, até mesmo num blog de alguém que confiou em você e deixou a senha de acesso contigo.
Eu nunca tive uma câmera boa para tirar fotos, eram apenas câmeras que tiravam fotos e não trabalhavam as fotos, mas agora, com a bala na mão, eu posso comprar a câmera que eu quiser, e comprei. Estou aprendendo a mexer ainda, mas já consigo tirar fotos de quase tudo que vejo na vida. Pelo menos enquanto estou vendo, consigo.
Resumindo toda a história do negócio amargo que vi, a guria de cima rolou uns boatos de que se tratava de Paris Hilton, uma mulher que tem alguma coisa a ver com o tal hotel, mas ninguém fala coisa com coisa; o fato é que, ela estava tirando alguma coisa dali, logo depois do primeiro mergulho, tomara que não seja apenas um colocar de lado, se não ia ficar muito sinistro malandro, pronto falei...

MALUCO QUE FAZ COISAS, de como vi um negócio que me chamou atenção

Eu prometi que não ia mais escrever aqui, até por que fico perdendo o dia de sol que está lá fora para me expor mais um pouco na areia contaminada de cocô da praia, e deixar de acumular sintomas para um possível câncer de pele no sol escaldante de hoje. Não que eu não goste de mergulhar naquele esgoto a céu aberto chamado de oceano, eu até gosto; gosto de sentir a urina alheia tomando conta dos meus lábios enquanto eu mastigo a água contaminada sentindo o gostinho do sal que veio junto com àquela merda toda.
Mas eu precisava postar aqui uma escultura que vi um cara fazendo agora de pouco, perto do lugar onde eu estava me contaminando com o sol desgraçado que forra toda a areia movediça deste pardieiro ao ar livre.
Eu estava parado, olhando para a bunda de uma mulher que pretendo comprar logo mais depois do almoço, quando então este maluco chegou com sua pá, um balde e uma colher de pau na mão. Fiquei olhando para ele. Lentamente ele pegou suas coisas e começou a acumular areia num canto qualquer. Em pouco tempo olha o que o maluco fez. Eu não acreditei, tentei fazer igual, mas ainda não consegui, assim que conseguir, tiro uma foto e posto aqui, afinal, não deve ser tão difícil assim.
Pronto, não tô mais a fim de escrever nada aqui. Só estou escrevendo por que o mané do Vandré deixou a senha comigo antes de sair de férias. Teoricamente eu estou cuidando disso aqui pra ele, e se pensar bem, na prática também estou cuidando, por que até agora só dei a senha para duas camareiras do hotel onde estou ficando, vai que eu sumo no mundo de vez, uma delas escreve até ele voltar, ou não...

QUE O TEMPO PASSE DEVAGAR, não tô nem aí...

O mundo pode acabar em barranco, fui embora. Não estou me importando para o que aconteceu, acontece, ou vai acontecer, eu estou na minha, quieto; sem pessoas falando na minha orelha, não estou dando a mínima para o que estão comentando no bar do Amílton, eu não estou lá e não estou nem um pouco a fim de saber o que acontece naquela bodega. Por fim, quando o dono deste blog voltar e resolver escrever de novo, ele que assuma todo o comando daquilo que ele deixou na minha mão. Ganhei uma grana, e fui embora. Não estou nem aí para ele. Decidi não escrever mais aqui, mas eu não podia deixar uma inveja nas pessoas que sempre falaram mal de mim, que nunca me convidavam para qualquer tipo de festa, para as mulheres que sempre me ignoraram, e todo o restante de filhotes de égua que andam e falam por aí, onde um dia, pisaram na minha cabeça de paraibano. Só escrevo aqui por que tenho a senha, e só escreverei de novo se me der na vontade, caso contrário, vou curtir minha vida, pois agora tenho dinheiro para viver cinco gerações sem pedir pão de queijo fiado no bar do Amílton... Pronto, falei.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O DINHEIRO QUE SAQUEI, e o que fiz com o papel premiado

Ainda na ideia de nadar no dinheiro tipo Tio Patinhas, fui até o banco e saquei em notas de cinquenta 150 mil reais. Isso não é nem cosquinha perto daquilo que eu ganhei no prêmio maior do troço da virada, mas eu saquei. Num primeiro momento o gerente não queria me deixar sair do banco com aquele dinheiro todo em malas e malotes, mas daí eu fiz uma oferta e quase acabei comprando o banco, e colocando tudo no meu nome, cara, eu to impossível agora, com dinheiro na mão. Peguei minhas notas e saí de lá, fui pra casa. E então, quando lá cheguei, encontrei o bilhete premiado na minha carteira, eu queria enquadrar, mas desisti da ideia, eu queria fazer algo de especial com aquele papel, mas não fiz nada de especial, no final das contas, pensei no homem que me vendeu o bilhete premiado. Pensei nele nas noites de frio. Sem lugar para dormir. Pensei nele nos momentos que lhe faltar comida, para ele, a esposa, e os filhos, se ele tiver, tudo isso por que eu me vendeu o bilhete premiado. No final da compra ganhei um abraço deles dois, o casal, mas isso não compra o conforto, não compra nada daquilo que agora eu posso comprar. Ele tinha o bilhete premiado nas mãos, e mesmo assim, precisando de apenas um pedaço de pão, ele fez o sacrifício de me vender o bilhete, para você, que em algum lugar da cidade aí fora está parada, largado, jogado, abandonado, esquecido, procurando alguma coisa para comer e dormir, durante esta noite fria, só tenho uma coisa a dizer... Vai burro!!!!! Se tivesse ficado com o bilhete, sua anta, foi vender, asno, vai burro!!!!!
Eu sou Alex Palmilha, e você não é... Eu escrevo aqui por que tenho a senha, e você não tem, o mané do Vandré deixou comigo, e eu faço o que eu quero aqui dentro, afinal, ele deixou a senha comigo, e não com você... Vai catar coquinho.

A CARTELA, o que fiz com o papel premiado

Eu queria guardar o bilhete e enquadrar, talvez como um troféu do momento da virada, onde os números superiores caíram nas minhas graças, mas por outro lado, isso pode ser perigoso, da janela da minha sala é possível ver o quarto do vizinho da frente e todos os dias antes de dormir o desgraçado lá fica olhando para as pessoas que passam pela rua, na frente dele. Coincidência ou não, as pessoas que ele mexeu, por algum motivo, foram assaltadas, então não quero arriscar meu coro com aquele filho da puta.
Por fim, pensei muito no que fazer com isso tudo, mas ainda não cheguei a tal conclusão, fui ver uma mulher para comprar e encontrei algumas que valeram a pena, pelo menos pela bagatela de tê-las no meu colchão, fora isso, nada feito com o papagaio da vizinha.
O que quero é pegar um pouco de moeda papel na mão, segurar no dinheiro e tomar um banho com notas, do jeito que sempre sonhei, minha vida toda. Num primeiro momento eu pensei em lavar tudo no tanque, pois seria um autêntico lava dinheiro, lavagem de dinheiro, ou coisa parecida; mas no fim, o que eu fiz mesmo foi querer tomar um banho de notas, tipo Tio Patinhas, entende? Enfim,
o mané do Vandré ainda tá de férias, eu tenho a senha dele, e to escrevendo aqui vivendo meu momento. Não to nem aí para os outros, eu agora posso um monte de coisas que nunca pude... Meu nome é Alex Palmilha, e o seu não é.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O BEM QUE FAZ ALGUMA COISA, não tenho noção do que falei

Essa foto foi a primeira que encontrei no arquivo desta máquina chamada micro, e daí, não to nem aí pra ela também, nem pra máquina e nem para a foto.
Depois que cheguei em casa, desempregado, sem qualquer coisa para fazer, e com a geladeira cheia de arroz e feijão que comprei com meu acerto, decidi jogar o tal bilhete em cima do sofá, naquele dia eu queria escrever qualquer coisa aqui, mas desisti da ideia quando percebi o sono que corroia minha mente desmemoriada.
Por fim, rezei para o tio coisinho e a tia maluquinha que me venderam tal bilhete premiado na rua. Eu nunca imaginei que o troço era realmente muito premiado, e pior, era...
A noite eu queria comemorar meu fracasso em alto estilo, por isso abri todas as bebidas alcóolicas que encontrei na minha frente, e dali mandei tudo para dentro da minha barriga inchada de tanto álcool desnutrido, que merda.
Por fim, acordei e fiquei sabendo pela televisão que não parava de falar sobre os vencedores da tal mega sena da virada. Eu sou do Paraná, comprei o bilhete na cidade onde moro, Pinhais, e dali viajei para o distrito mundial do sonho, sabe lá o que isso quer dizer...
O fato é que to com uma bala na poupança e não sei direito o que fazer, nunca tive amigos, neste momento o único cara que falava comigo, Vandré, se tornou meu inimigo número um. Por isso não tenho por que ajudá-lo, ele que se estrepe por aí. Nunca tive parentes, então se algum cavalo de barba chegar perto de mim pedindo alguma coisa, agora posso pagar para ele ser enterrado vivo. E nunca tive alguém que eu gostasse, pensando nisso, nunca tive uma mulher.
E agora, com dinheiro, com certeza vou poder comprar uma bem gostosa pra mim. Uma que não valha muita coisa, e que eu só possa usá-la, como toda vaca que se vende por um pouco de dinheiro, ai ai...
Vou beber alguma coisa.
E que todos se estrepem por aí...

O RESULTADO, agora estou tremendo menos

domingo, 2 de janeiro de 2011

PRESENTE na virada, ainda estou sonhando

Ainda não posso acreditar, mas... Um dos 48 milhões é meu, vou dormir mais um pouco para ver se a ficha cai... O mundo é uma bola. Passar bem.