''Quando acertamos ninguém se lembra, quando erramos ninguém se esquece''

domingo, 14 de novembro de 2010

SENNA

Com imagens inéditas, o diretor inglês conseguiu construir uma trama envolvendo os dez anos de SENNA na fórmula 1. Das primeiras corridas em 1984 até a morte trágica em 1994. As mulheres aparecem como ‘’alguéns’’ na vida de Senna, pois a trama do filme gira em volta de Senna e Prost. E assim viajamos no tempo, dos elogios de ‘’filho da puta... filho da puta’’ da torcida brasileira que gritava em coro para Alain Prost em Interlagos, até o esporro com classe que Senna dá em Jack Stuart numa entrevista mal conduzida pelo veterano piloto.

Assistir ao filme Senna é voltar para as pistas de corrida ‘’quando as corridas eram só corridas’’, como disse o próprio Senna. Sem o dinheiro monstruoso, a elite, a política e o glamour que vemos hoje em dia. Pouco a pouco vemos a áurea do grande campeão que era Airton Senna. Do coração que tinha e da visão que lhe era peculiar. Na acusação de que Michael Shumacker trapaceava com sua Bennetton, no início dos anos 90, e ninguém sequer investigou. Fora preciso o alemão ganhar quatro campeonatos para descobrirem o que Senna já havia alertado lá no início.

Entre anseios, vontades, visões futuras e sinais do além; como ninguém, nem mesmo Senna, percebeu que a corrida de Ímola não podia acontecer naquele final de semana. O acidente com Rubens Barrichello no treino livre de sexta feira. A morte de Ratssemberg no treino de sábado, a batida feia de Lanine e Line na largada do domingo, e por fim, a morte de Senna na sétima volta da prova. Era muita pista de que algo não precisava ser realizado naquele fim de semana. Talvez o velho ditado popular de que Deus escreve certo por linhas tortas sempre fora a mais pura verdade.